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Passageiro do tempo: Morte por impulso | Região de Leiria

Passageiro do tempo: Morte por impulso

José Manuel Silva, professor/gestor do ensino superior jmsilva.leiria@gmail.com

José Manuel Silva, professor/gestor do ensino superior jmsilva.leiria@gmail.com

Nas últimas semanas dois casos chocantes de agressões violentíssimas perpetradas por jovens contra jovens alarmaram a opinião pública e serviram de pasto a noticiários e redes sociais. O caso de Ponte de Sor, por envolver estrangeiros sob imunidade diplomática, teve mais destaque, o outro, ocorrido em Gondomar e envolvendo só portugueses, passou mais discreto embora tenha tido consequências bem mais graves pois o jovem agredido acabou por falecer.

Já sabemos que a morte nem sempre tem o mesmo valor e, como as ações das empresas cotadas em bolsa, varia em função de muitos fatores, nomeadamente o potencial mediático associado às vítimas e às circunstâncias em que ocorre. Só isso explica a diferença de impacto dos dois casos. Mas esta é a realidade e com ela temos de viver.

Nestas e noutras situações semelhantes, o que mais nos deve preocupar é o fenómeno em si, a violência entre os jovens, as formas como se manifesta e a dimensão insensata a que chega. Não há estatísticas fiáveis, ou não são conhecidas, que nos permitam avaliar a extensão do fenómeno. Está a subir? Temos essa impressão porque há mais casos noticiados e alguns fazem manchetes durante semanas? O que ocorre é preocupante mas estatisticamente desprezível? Convinha ter respostas.

Num outro prisma, que influência exerce nos jovens a banalização da violência que nos chega através das televisões e redes sociais, seja ficção ou realidade? Tudo é disponibilizado a todos, de todas as idades, sem regras nem limites numa oferta aberta que cada um usa ou abusa com balizas às vezes frágeis.

Estas agressões e mortes de jovens resultam de um impulso de violência incontrolável em contextos de vingança por motivos fúteis e é necessário aproveitá-las como pretexto para aumentar a prevenção em vez de fazer delas mais um episódio em que a realidade se confunde com a ficção.

(Texto publicado na edição de 8 de setembro de 2016)

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