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Município de Leiria tem acordo para adquirir edifício do antigo Paço Episcopal | Região de Leiria

Município de Leiria tem acordo para adquirir edifício do antigo Paço Episcopal

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, anunciou esta manhã a intenção do município adquirir o edifício do antigo Paço Episcopal, onde funcionou até há pouco a loja Zara.

O autarca anunciou um acordo com o proprietário para adquirir o imóvel para ali instalar a Loja do Cidadão.

O valor do negócio ascende a 4 milhões 150 mil euros, e exclui os dois apartamentos localizados no primeiro piso e que têm proprietários.

"Devido à gestão que temos feito do município, temos capacidade financeira para o adquirir", avançou Raul Castro numa conferência de imprensa realizada esta manhã no Paços do Concelho, adiantando que a proposta será levada hoje à tarde a reunião de Câmara e, no próximo dia 11, à apreciação da Assembleia Municipal de Leiria.

Além do Espaço do Cidadão, a estrutura poderá acolher serviços do Instituto de Registos e Notariado e da Autoridade Tributária (Finanças), bem como balcões de atendimento dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria e da Segurança Social e, "eventualmente, de outras entidades".

A área necessária para o efeito ronda os cerca de 2.500 metros quadrados, critério que o edifício "O Paço" cumpre, avançou Raul Castro numa conferência de imprensa realizada esta manhã no Paços do Concelho, tendo o

"Desde sempre que assumimos, atendendo à localização dos serviços públicos,  que a Loja do Cidadão ficasse no centro da Cidade", constituindo "mais uma âncora para dar dinâmica ao centro" e "contribuir para a economia local".

"Estamos convictos de que esta é uma boa solução" e que "preenche as carências em termos dos utentes do serviço público", sublinhou Raul Castro.

Acrescentando que o edifício irá valorizar o património municipal , sublinha ainda que os serviços a instalar na Loja do Cidadão "terão de pagar renda mensal ao município" e que o investimento poderá ser recuperado no prazo de 15 anos.

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Antigos estaleiros das Estradas de Portugal, em Marrazes, podem vir a receber GNR e CDOS

Estaleiros da ex-Estradas de Portugal, GNR e Proteção Civil

Raul Castro aproveitou ainda para anunciar outros projetos no âmbito do património, como é o caso da transferência para a Câmara dos estaleiros da Infraestruturas de Portugal, junto à EN 109, como contrapartida da receção de várias estradas nacionais desclassificadas. O protocolo, que avalia em 2,150 milhões de euros o valor atribuído às vias, foi assinado no passado dia 24.

O autarca, que defende há vários anos a reinstalação do Comando Territorial da GNR  naquele local, entende que poderá também acolher o Comando Distrital de Operações de Socorro, atualmente sedeados no convento de Santo Estevão e no antigo edifício do Governo Civil, respetivamente.

Esta negociação está em curso com a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), que terá sugerido essa hipótese ao município de Leiria.

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Convento dos Capuchos é imóvel de interesse público mas está em avançado estado de degradação

Topo Norte, DRM, Convento dos Capuchos e Governo Civil

A Câmara de Leiria está ainda a negociar com a DGTF a permuta de uma das “torres” da estrutura com o antigo Departamento de Recrutamento Militar (DRM), antigo Convento dos Capuchos, um terreno junto à rotunda D. Dinis e uma casa florestal em Bidoeira de Cima.

Segundo Raul Castro, foi também proposto pela DGTF incluir nessa permuta o antigo edifício do Governo Civil, no largo D. Manuel de Arriaga, estando a respetiva avaliação a decorrer.

A parcela do Topo Norte em causa tem cerca de 3.000 m2 e foi avaliada em cerca de 1,9 milhões de euros, adiantou ainda o autarca, referindo que o processo está em “fase avançada de negociação”.

A ideia passa por transferir para o Topo Norte alguns serviços públicos que “não estão bem instalados”, como é o caso das Finanças, referiu a título de exemplo.

“Estamos numa busca de soluções para ter uma cidade bem organizada a todos os níveis”, comentou Raul Castro, lembrando a expetativa com mais de duas décadas em instalar no DRM o Museu de Arte Sacra e de criar uma nova bolsa de estacionamento junto à Rotunda D. Dinis.

O destino a dar ao antigo Convento dos Capuchos – “que necessita de uma forte recuperação” - não está por sua vez definido, embora Raul Castro admita a possibilidade de acolher uma unidade hoteleira caso haja interessados.

Quanto à casa florestal em Bidoeira de Cima, deverá ser alienada a favor de uma associação local.

“Já tivemos propostas para arrendar todo o piso zero do Topo Norte. Mas não faz sentido porque desvalorizaria os outros”, além de abrir um precedente para “uma manta de retalhos”, considerou Raul Castro.

O presidente da Câmara recusa que o anúncio feito hoje seja visto como uma manobra eleitoralista, a pensar nas autárquicas de 2017.

"Sou contra obras eleitorais. Tenho é de dar resposta ao que são expectativas de muitos anos. Se, por coincidência, uma parte das obras arranca só em 2017, deve-se ao atraso do quadro comunitário e à recuperação financeira. Queremos ter um concelho arrumado, com qualidade de vida. Só por má-fé alguém pode dizer que acontecem estas obras emblemáticas por ser ano eleitoral".

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Raul Castro: "Só por má-fé alguém pode dizer que acontecem estas obras emblemáticas por ser ano eleitoral" (fotografia: Joaquim Dâmaso)

MR e Lusa

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