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WonderCover. Projeto made in Leiria alarga horizontes aos tablets e une gerações | Região de Leiria

WonderCover. Projeto made in Leiria alarga horizontes aos tablets e une gerações

Pais, não desanimem: há solução para as crianças e adolescentes que passam horas de olhos postos nos tablets. Pelo menos, assim acredita a Magnética, empresa de Leiria que lança WonderCover: um pacote de jogos e “esconderijos” plásticos para instalar no tablet e jogar em grupo - uma verdadeira ponte entre gerações.

Há um ano e meio que o projeto está a ser desenvolvido. Num encontro de família, Nuno César Vieira, da Magnética, deparou-se com várias pessoas à volta de um tablet e nenhuma solução para envolver todos a fazer o mesmo. “Surgiu então a ideia de fazer algo que transformasse o tablet num tabuleiro de jogo para a família”.

Da necessidade surgiu o negócio. Com Ana Laia, outra responsável da Magnética, e a equipa de colaboradores, chegaram até WonderCover: uma solução para alargar os horizontes da utilização de tablets.

Por um lado, recuperaram num conjunto de jogos de cartas tradicionais e atualizaram-os. Sueca, Keims, Copas, Presidente ou Peixinho ganharam nova vida. “Pegámos nos jogos tradicionais, demos-lhes um aspeto visual moderno e uma dinâmica atual, de modo a juntar duas realidades”.

A grande novidade é que cada participante esconde as suas cartas aplicando ao do ecrã peças articuladas de plástico - uma espécie de tunning tecnológico. “A primeira reação é: ‘O que é isto?’. É estranho colocar qualquer coisa em cima do tablet. Mas depois de se perceber a lógica, a experiência é incrível”, explica Nuno César Vieira.

Além disso, o software vai ao encontro da “natureza humana”, promovendo a interação, porque até é possível fazer batota. O que obriga a atenção redobrada e dá azo a discussões. “Quando vemos a coisa a funcionar, até arrepia”, diz Nuno César Vieira, que vê frenquentemente o filho e o pai a jogarem WonderCover no mesmo tablet.

Entretanto, a Magnética prepara outros jogos: um quiz está já a ser desenvolvido em parceria com a Science4You. “O potencial é muito grande. Tudo o que implique ocultação de informação de um dos lados é passível de ser jogado assim”, nota Ana Laia.

Os responsáveis escondem o jogo - lá está -, mas há outras funções em desenvolvimento para este sistema, para lá dos jogos e dos tablets.

Para ambos, esta é “a” aposta de uma vida. WonderCover Games implicou um investimento que não atinge o meio milhão de euros mas, mais do que números, Ana Laia prefere destacar as parcerias encontradas: “Acreditaram em nós e têm-nos ajudado com prazos de pagamentos, investimentos, conselhos e sugestões. Isso é muito importante”.

Importante também é este ser um produto 100% nacional e quase totalmente produzido na região. “Era mais fácil para nós ir para a China. Se calhar custava metade”, afirma Ana Laia. “Mas no meio de tanta dificuldade e sorte - porque encontramos os fornecedores certos -, decidimos continuar cá. É muito positivo, e raro, ter um produto inteiramente português”.

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Nuno Vieira e Ana Laia: até ao fim do ano esperam ter WonderCover no estrangeiro (fotografia: Joaquim Dâmaso)

Produção local, venda global

Desde a ideia, ao desenvolvimento do software, passando pelo artwork , música e design de peças, WonderCover é praticamente todo produzido na região.

O projeto da Magnética envolve engenharia da CODI e é fabricado na Lismoldes e Sitecna. A banda sonora é de Paulo Pereira. Nesta primeira série foram fabricadas 10 mil unidades, atualmente à venda (a 19.90 e 24.90 euros) nas Worten de Lisboa, Matosinhos e Portimão, MediaMarket de todo o país, Fnac Colombo, Science4You do Seixal e em Leiria na Americana, além da loja online.

Chegar ao mercado internacional é um dos objetivos dos responsáveis da Magnética. “Estamos em conversações com três distribuidoras, uma da América do Sul, que faz todo o continente americano e outra em França, que faz o continente Europeu. Estão bastante interessadas”, avança Nuno César Vieira, que calcula ser possível colocar WonderCover no estrangeiro “até ao fim do ano”.

ML

(Notícia publicada na edição de 20 de outubro de 2016)

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