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Veia goleadora do GRAP tem origem no ambiente familiar de base | Região de Leiria

Veia goleadora do GRAP tem origem no ambiente familiar de base

São uma família dentro e fora de campo. Conhecem-se há vários anos e sabem as forças e as (poucas) fraquezas de cada um. Quase que podem jogar de olhos fechados, pois sabem onde cada um se posiciona no campo e que jogada está pensada. O “efeito demolidor” das equipas de futsal do GRAP/Pousos está a dar nas vistas e representa anos de trabalho.

O plantel sénior é atualmente a equipa com mais golos marcados em todas as provas do escalão da Associação de Futebol de Leiria (AFLeiria), mesmo tendo folgado uma jornada. Têm 56 golos marcados em oito jogos e apenas oito  sofridos.

Grupo começou a jogar no Núcleo Sportinguista de Leiria há três anos. Foram tricampeões em juniores

Grupo começou a jogar no Núcleo Sportinguista de Leiria há três anos. Foram tricampeões em juniores. Foto: Joaquim Dâmaso

Para Hélder Silva, treinador dos seniores e coordenador de futsal de todas as equipas do GRAP/Pousos, “o segredo é o fruto de muito trabalho, de uma construção e planificação que já vem da formação”, explica, recordando que 90% dos atletas vêm da formação do Núcleo Sportinguista de Leiria (NSL), equipa que foi no ano passado, tricampeã em juniores, a nível distrital. A média de idades do plantel ronda os 22 anos.

Com o treinador que se mudou para a equipa dos Pousos, em Leiria, a meio da época passada, foram também os treinadores da formação. No projeto que idealiza, Hélder Silva entende que o mesmo modelo de futsal deve ser aplicado a todas equipas do clube, para desta forma poder “dotar a equipa sénior de atletas oriundos da formação”.

No primeiro lugar da I distrital (série B), sem derrotas ou empates, o objetivo é subir à honra distrital na próxima época “e no outro ano poder encostar aos primeiros lugares, sem descurar a hipótese de poder subir [aos nacionais], mas com os pés e a cabeça bem assentes”.

Eficácia na concretização
De pé bem quente na equipa está Edgar Bastos. Aos 21 anos, soma mais de cinco mil visualizações o vídeo que circula nas redes sociais do golo que marcou na pré-eliminatória da taça distrital, de baliza a baliza. “Foi o mais bonito que marquei esta época”, diz o atleta, formado no NSL e que na época passada jogou na CR Chãs. Lá também se destacou. Enviou a bola por 22 vezes para o fundo das redes. Tinha estipulado a barreira dos 20. Este ano subiu a parada para os 25. Marcou 11 nas primeiras cinco jornadas. “Estou mais perto do objetivo, graças à equipa. Estamos a produzir bom futsal”, entende.

O motivo pelo qual são tão eficazes, explica, está na forma como se conhecem. “Somos uma família, dentro e fora do campo, damo-nos todos muito bem e é mais fácil conhecer os nossos colegas dentro de campo. Quase que já jogamos de olhos fechados e sabemos que movimentos vão fazer. Depois é deixar fluir”, realça.

A verdade é que o trabalho desenvolvido no GRAP tem fluído de tal maneira que a veia goleadora também se nota nos restantes escalões.

"O trabalho é vertical. O mesmo modelo de jogo, de equipa e a forma de jogar é para a baliza, não para trás. O objetivo é fazer golo, porque só assim é que se ganha. O GRAP beneficia de um trabalho no NSL de três anos, e de certa forma é a continuação da forma que é imposta, no bom sentido, aos jogadores”, explica Hélder Silva, com 70 atletas envolvidos na secção de futsal.

“As equipas são consistentes e trabalhadoras e os escalões estão unidos. É uma convivência sã e saudável também para os atletas que ficam mais fortes dentro de campo”, reforça o técnico de 51 anos, treinador há nove. O que se passa em casa, no trabalho e com as namoradas são também elementos importantes para que dentro de campo o trabalho tenha efeitos positivos, considera.

Contudo, sabe que é “um trabalho demorado”, pois muitos clubes não têm formação. “Embora o futsal tenha crescido imenso a nível nacional, com transmissões televisivas, por exemplo, nos regionais ainda é ‘partir pedra’. Há muito caminho ainda a percorrer e só os resultados é que podem fazer com que isso mude”, defende.

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

(Artigo publicado na edição de 10 de novembro de 2016 e atualizado para publicação on-line a 30 de novembro de 2016. A atualização deve-se ao número de jogos marcados entre a 7ª jornada e a 9ª jornada do campeonato da I divisão distrital de Leiria.)

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