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Encerrou a última empresa de fabrico de vidro à mão na Marinha Grande

A Jasmim Glass Studio, empresa de fabrico de vidro à mão, na Marinha Grande, encerrou a sua atividade, tendo já desligado o forno e 14 funcionários suspenderam os contratos, tendo sido informados que não vão receber o salário de Junho.

A Jasmim Glass Studio, empresa de fabrico de vidro à mão, na Marinha Grande, encerrou a sua atividade, tendo já desligado o forno e 14 funcionários suspenderam os contratos, tendo sido informados que não vão receber o salário de Junho.

A loja da Jasmim Glass Studio tem as portas fechadas desde o início da semana. Centenas de peças estão assim sem possibilidade de serem vendidas. A empresa encerrou a produção de vidro, pondo fim ao fabrico de peças de vidro à mão na Marinha Grande.

O forno foi desligado no fim de semana e 14 pessoas, nove das quais vidreiros, suspenderam os seus contratos com a empresa por terem ordenados em atraso.

O coordenador da zona Centro e Sul do Sindicato Democrático da Energia, Química, Têxtil e Indústrias Diversas (Sindeq), José Pedro Adrião, revelou à agência Lusa que os trabalhadores “só receberam 40 por cento do salário do mês de maio” e já foram informados por escrito pela empresa que deu a conhecer “não ter possibilidades de pagar o mês de junho”.

“A empresa mandou desligar o forno. Se o forno já parou nada mais resta à empresa”, referiu José Pedro Adrião. A loja, na Marinha Grande, também encerrou as portas com a indicação aos clientes de que está fechada “para remodelação”.

Para já, segundo José Pedro Adrião, a empresa não quer pedir a insolvência, pelo que não é possível acionar o fundo de garantia salarial.

Os funcionários explicaram que a situação da Jasmim se agravou em janeiro. Em dezembro, o subsídio de Natal já foi “pago em duas prestações”.

“Esta empresa era o ex-libris da cristalaria manual da Marinha Grande. Com o encerramento da Jasmim terminou a cristalaria manual”, salientou José Pedro Adrião.

O dirigente sindical afiança que os vidreiros desta empresa eram os “melhores artistas” do vidro e alerta para o problema que pode surgir com o a criação de pequenos barracões “sem condições de higiene e segurança”, onde será produzido o vidro.

Contactado pela agência Lusa, um dos administradores da Jasmim, José Sucena, recusou prestar declarações sobre a situação da empresa, afirmando apenas que está em “processo de acordo” neste momento.

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