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Desporto

União de Leiria SAD acusa PSP de “investir de forma violenta” sobre adeptos

A administração da SAD da União de Leiria acusa a PSP de agressões a adeptos do clube, durante o jogo frente ao Benfica, no domingo passado.

A administração da SAD da União de Leiria acusa a PSP de agressões a adeptos do clube, durante o jogo frente ao Benfica, no domingo passado.

Em comunicado publicado no site oficial, a SAD considera que a PSP “errou na componente da segurança preventiva” ao permitir que “alguns adeptos do clube visitante estivessem no sector do estádio destinado aos adeptos da casa, nomeadamente na zona onde habitualmente se encontra a claque da União de Leiria”.

A situação terá provocado “alguma tensão” entre os adeptos, que, segundo o documento “aumentou ainda mais, aquando da chegada dos agentes (Grupo de Operações Especiais)”. A SAD refere que “quando os ânimos pareciam serenados, alguns agentes mal formados, e sem que houvesse qualquer explicação aparente, decidiram investir de forma violenta e gratuita sobre alguns sócios da União de Leiria”, “provocando ferimentos em várias pessoas”.

Lê-se também no comunicado que “mais se estranha que os referidos agentes não tenham tido a mesma valentia para sequer entrar no setor das claques visitantes, onde, por essa altura, se abriam tochas e se atiravam petardos para a pista de atletismo”.

O comandante da PSP de Leiria, Rui Conde, confirmou que hoje recebeu uma carta da União de Leiria com o conteúdo do referido comunicado e retificou que não esteve presente no estádio o Grupo de Operações Especiais da PSP.

O responsável garantiu, contudo, desconhecer qualquer agressão.

“Não tenho conhecimento de qualquer agressão ou confrontos. Falei com os agentes e com o responsável que esteve no estádio no dia do jogo e todos negaram qualquer problema”, disse.

Rui Conde sustentou ainda que “no final do jogo foram visionadas as imagens dos adeptos e não foi detetado qualquer confronto”.

O comandante da PSP lembrou que “normalmente quando há bastonadas fica um vazio nas bancadas e os repórteres de imagem e televisões costumam dar conta”, o que não sucedeu.

Explicando que “não cabe à PSP a responsabilidade pela segurança prévia”, porque a “PSP não vende bilhetes, nem os emite”, Rui Conde esclareceu também que “a PSP não foi informada que tinham sido vendidos bilhetes para adeptos do Benfica, para junto da claque do Leiria”.

Quanto aos petardos e tochas, o comandante lembrou que “não é à PSP que cumpre fazer a revista de segurança aos espectadores”, embora reconheça “que não é fácil detetar esses objectos”.

Rui Conde retificou também que “não foram enviados petardos para a pista de atletismo” e “um elemento da claque do Benfica que incinerou uma tocha foi identificado pela PSP e efectuado o respetivo expediente”.