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Crónica irregular: Testes VIH. Sim. Porquê?

Crónica irregular: Testes VIH. Sim. Porquê?
Odete Mendes, médica no ACES Pinhal Litoral

A comemoração, no dia 1, do Dia Mundial de Luta contra a Sida e a 2ª Semana Europeia do teste VIH “Fale sobre o VIH. Faça o teste!”, conduzem-nos a uma reflexão sobre a infecção VIH/SIDA enquanto problema de Saúde Pública, com elevado impacto social, onde persistem medos, preconceitos e discriminação. Grande tem sido o percurso. Nos últimos anos, assistimos a investigação e desenvolvimento no conhecimento e tratamento da infecção, mas é necessário diagnosticar mais cedo. Portugal apresenta uma das mais elevadas incidências na Europa Ocidental, estimando-se percentagens de diagnósticos tardios superiores a 60%, situação a que não podemos ficar indiferentes. Os centros de saúde são espaços privilegiados para a implementação dos testes rápidos VIH, dada a sua “natural” vocação para a promoção da saúde e prevenção da doença, reduzindo diagnósticos tardios. Prevenir a infecção VIH deve ser um compromisso global, numa resposta complementar e integrada, aumentando a consciência do risco, dando oportunidade aos indivíduos para a tomada de decisões, informando-os sobre os benefícios e a acessibilidade aos testes. Torna-se um imperativo garantir a realização do teste VIH: gratuito, voluntário, simples (picada no dedo), rápido (máximo 30 minutos), acompanhado de aconselhamento por um profissional e garantindo a confidencialidade.

O desafio é claro: tem uns minutos? Faça o teste VIH.

(texto publicado na edição de 4 de dezembro de 2014)

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