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Atletismo: a máquina que funciona atrás do espetáculo

Atletismo: a máquina que funciona atrás do espetáculo

O trabalho começa bem cedo. Faltam mais de quatro horas para os atletas começarem a chegar e surgem as primeiras movimentações na pista coberta de Pombal, na Expocentro. O REGIÃO DE LEIRIA foi conhecer o trabalho de bastidores dos juízes da Associação Distrital de Atletismo de Leiria (ADAL), durante a final da I Divisão do Campeonato Nacional de Clubes.
É o primeiro ano de António Reis como presidente da associação mas são muitos aqueles em que participa como juiz nacional. Em Pombal, no último fim de semana, foi uma “peça livre”, pronto para apagar os fogos que aparecessem. António Bizarro desempenhou o papel de presidente do Conselho de Arbitragem, enquanto Paulo Pinto controlou os resultados no photo finish. Ambos são juízes NTO. Já Ricardo Oliveira, juiz árbitro, ficou no secretariado da competição.

 

 

A música comercial anima o ambiente. Reposicionam-se os colchões para o salto em altura, alinham-se os postes, limpa-se o acesso à tábua de chamada e retifica-se o som da pistola de partida. Todos os minutos e pormenores contam. Há duas semanas que a logística necessária para a final está a ser preparada, bem como a convocatória dos juízes. Serão meia centena, no total.

A “máquina” já está bem oleada. É o quinto ano consecutivo que Pombal recebe os campeonatos nacionais. “A quantidade de provas que temos realizado deu-nos o traquejo necessário para conseguirmos ter um bom desempenho. Temos os melhores juízes do país, resultado de um trabalho intenso que a associação tem desenvolvido”, assegura o dirigente.

Atentos mas descontraídos
Ao início da tarde, todos os juízes reúnem. O Conselho de Arbitragem pede “concentração acima de tudo”. A competição vai decidir os melhores do país e “qualquer coisa pode ser motivo para contestar uma decisão”. “Estejam concentrados no que estão a fazer e façam-no de forma descontraída”, recomenda António Costa, da Federação de Atletismo.

As equipas chegam e ocupam lugares na bancada. Cumprimentam amigos, antigos treinadores, velhos conhecidos e alinham para a competição. À vez dirigem-se para a câmara de chamada. Uns com auscultadores nos ouvidos, outros preocupados com os dorsais, está a chegar a hora e realizam-se os últimos exercícios de aquecimento. É tempo de dar o melhor e alcançar pontos para ajudar o clube. Segue-se prova atrás de prova.

As contas finais só acontecem no domingo, na segunda jornada. Benfica e Sporting festejam o título. Também a Juventude Vidigalense fez a festa. Ficou em segundo lugar, o melhor resultado de sempre da história do clube (ver caixa).

António Reis, assim como a restante equipa de juízes, segue os festejos ao longe. Ainda há muito trabalho pela frente: contabilidade, publicação de resultados, convocatória de juízes para a próxima semana,… “Leiria tem um calendário competitivo muito grande e é preciso coordenar tudo”, diz.

Um maior número de juízes permitia maior rotatividade, mas o dirigente lembra que, por não ser uma atividade remunerada, “só é juiz quem gosta de atletismo, por carolice”.

Afinal, esta é a “matéria prima” que faz a máquina mexer, semana após semana: o elemento humano com amor à causa.

Artigo publicado na edição de 26 de fevereiro de 2015.

Marina Guerra (Texto)
marina.guerra@regiaodeleiria.pt
Joaquim Dâmaso (Fotos)
joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt

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