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Conheça melhor o convento de Leiria que está a arder

Conheça melhor o convento de Leiria que está a arder

O incêndio que deflagrou na tarde de hoje, 10 de outubro, no centro de Leiria, está a consumir parte do que resta de um dos antigos conventos de Leiria, Santo Estêvão.

A primeira referência conhecida a Santo Estêvão data de 1211. A igreja localizava-se no bairro homónimo, na mouraria de Leiria, onde funcionavam diversos ofícios: ferreiros, oleiros e também uma confraria, que no século XIV é Albergaria de São Brás e Santo Estêvão. Num anexo à igreja, prestava-se apoio a doentes e necessitados.

No século XVI a igreja foi demolida para instalação da igreja de Nossa Senhora da Apresentação. Mas o nome Santo Estêvão perdurou, não só então como até hoje. Em 1746 é instalado ali o Recolhimento e em 1802 é criado em Santo Estêvão um colégio para meninas pobres. Tal como praticamente toda a cidade, o convento e dependências foi incendiado pelos franceses, nas invasões de 1810. Apenas as paredes mestras ficaram de pé.

D. Manuel Aguiar ordena a reconstrução em 1817, mas com a extinção das ordens religiosas em 34, o Recolhimento e Roda
dos Expostos é entregue à Associação dos Santíssimos Corações de Jesus e Maria e a igreja às Irmãs Hospitaleiras. Em 1926 o edifício passa para o património do Estado.

De então para cá, o complexo foi bastante alterado e desprezado, apesar de ter recebido o Magistério Primário, a Escola Superior de Educação de Leiria (atual ESECS) e também a GNR, que ainda hoje lá está instalada, ocupando o espaço da igreja, que foi profundamente descaracterizada.

Também em Santo Estêvão funciona a sede da Federação Académica de Leiria, sendo ainda utilizado por tunas de Leiria como armazém de instrumentos.

(Notícia editada a partir de artigo publicado no suplemento “Mosteiros e Conventos”, lançado com a edição do REGIÃO DE LEIRIA de 23 de junho de 2016)

2 Comments

  1. Ana Melo

    Permitam-me uma correcção: o edifício era utilizado pelas tunas, nomeadamente a Tum’Acanénica e a Trovantina, há mais de duas décadas enquanto Sede e local de ensaios dessas instituições. Diminuir a sua utilização a “armazém de instrumentos” demonstra falta de trabalho jornalístico sério e rigoroso.

    Reply
    • rleiria

      Cara leitora,

      Obrigado pelo seu interesse no nosso trabalho e pela preocupação demonstrada relativamente à qualidade do mesmo. A informação que diz respeito à utilização do edifício por parte de tunas de Leiria foi fornecida pelo gabinete de comunicação do Instituto Politécnico de Leiria à agência Lusa, informação essa que acrescentámos à notícia em apreço. Em todo o caso, agradecemos igualmente a sua correção, que complementa a publicação do REGIÃO DE LEIRIA.

      Cumprimentos.

      Reply

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