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Modernização dos estendais do peixe seco contestada na Nazaré

Modernização dos estendais do peixe seco contestada na Nazaré

O projeto de modernização dos estendais do peixe, integrado no futuro Museu do Peixe Seco, está a ser contestado pela Associação de Defesa da Nazaré (ADN), para quem a colocação dos estendais numa “plataforma moderna” põe em risco a tradição.

A “artificialização do espaço natural dos estendais”, irá acontecer caso seja concretizado o projeto museológico apresentado pela Câmara da Nazaré a 27 de setembro.

O projeto do Museu do Peixe Seco, que, segundo a autarquia, visa “valorizar uma tradição secular”, ficará instalado no Centro Cultural, onde até dezembro decorrem obras.

Contempla uma zona de exposição do peixe, zona museológica e um espaço para as peixeiras prepararem o peixe para a secagem.

O projeto, orçado em 130 mil euros e que deverá estar concluído em janeiro de 2017, passa ainda pela requalificação do estendal junto à praia, onde as peixeiras deixam o peixe a secar.

A requalificação do estendal pressupõe a criação de uma plataforma “elevada à altura da marginal para facilitar a comunicação entre peixeiras e público”, o que para a ADN é “uma intervenção ‘para turista ver’, e que rompe com o objetivo de preservar as tradições, que a Câmara Municipal da Nazaré supostamente defende”.

No comunicado, em que diz concordar com a necessidade de melhoria das condições de trabalho das vendedoras, a associação sugere, em alternativa, a criação de “um passadiço de madeira em redor dos estendais, levando os visitantes ao areal e não o inverso”, o que seria, defende, até “uma solução mais simples e económica”.

Caso contrário, o projeto poderá levar à “descaracterização do local e da atividade” emblemática para a vila onde a tradição de secar o peixe surgiu da necessidade de aproveitar o peixe em excesso, conservando-o para os períodos em que escasseava.

A câmara, com “a pressa da obra feita para turista e eleitor”, poderá cometer um “grave erro sobre a identidade e a cultura da Nazaré”, acusa a ADN.

Projeto museológico apresentado pela autarquia é contestado pela Associação de Defesa da Nazaré (fotografia: CMN)

Dina Aleixo

(Notícia publicada na edição de 6 de outubro de 2016)

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