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Opinião: 2ª Gala do Desporto – Segunda desilusão

Opinião: 2ª Gala do Desporto – Segunda desilusão

Muitos parabéns a todos os homenageados por mérito desportivo. Muitos parabéns aos campeões que desfilaram no belíssimo Teatro José Lúcio da Silva, reconhecimento claro do seu trabalho e desempenho de excelência, que permitiu alcançarem os resultados pretendidos. No fundo é aquilo que queremos para todas as pessoas dos clubes do nosso concelho que consideramos terem sido bem sucedidas pelo seu esforço e dedicação.

Carlos Vieira

Mas, quanto ao Mérito, mais do mesmo. A Câmara de Leiria mais uma vez deixou de premiar os “filhos da terra”: o ano passado, o premiado era da Batalha e este ano foi de Porto de Mós. Para o ano será de outra cidade.

Vejamos o comunicado da Câmara sobre a Gala do Desporto, apresentada como “um espaço de excelência para o movimento associativo desportivo”. Entre os seus objetivos está “reconhecer e valorizar publicamente todos os agentes desportivos que dedicaram excecional empenhamento em prol do desporto do concelho de Leiria (…)”. Além disso a Câmara quer com a Gala “apoiar os protagonistas desportivos locais no seu processo de formação desportiva encorajando-os à permanência no tecido desportivo local, através do reconhecimento do seu mérito desportivo”.

Agradeço do fundo do coração o apoio que a Câmara tem dado às minhas iniciativas, mas como leiriense, sinto-me dececionado por não fazer parte das boas intenções manifestadas no texto da Câmara sobre a Gala. Pela falta de reconhecimento, pelo respeito que merecia e pelos 51 anos dedicados ao ciclismo na cidade de Leiria.

Sei que às vezes “Santos da casa não fazem milagres” mas também “Quem não se sente não é filho de boa gente”. Devem calcular o meu estado de espírito depois de tanto ter feito pela minha cidade.

São 51 anos ligado ao ciclismo, sempre com Leiria e Portugal no coração. Mas, mais uma vez, não houve espaço para reconhecimento.

Eis o cerne da questão: é por não ser político, do futebol, não ter “canudo” e não fazer parte do lóbi de alguém.
Não vivo do desporto e estou numa cidade e num país que me tem acolhido como eu sou. E assim vou continuar trabalhar, a lutar pelos meus ideais, pelos meus objetivos, pela minha cidade e pelo meu país, por cá e por esse mundo fora.

Apesar de considerar legítimo que merecia algo mais do que a indiferença, estou convicto de que qualquer pessoa de boa-fé entende e compreende a tristeza do meu reparo.

(Texto publicado na edição de 13 de outubro de 2016)

1 Comentário

  1. CARLOS MANUEL VIEIRA

    É mais do mesmo, outra coisa não seria de esperar…..isto também é para filhos e afilhados, mas como são tantos, não sobra para os pobres……Está escrito e está tudo dito.

    Reply

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