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Sara de Brito chega à seleção aos 46 anos para participar no mundial de trail

Sara de Brito chega à seleção aos 46 anos para participar no mundial de trail

Nunca se deve desistir de sonhar e a perseverança de Sara de Brito no trilho que traçou ainda jovem, em Castelo Branco, são sinónimos disso mesmo. Este fim de semana está no Gerês a participar no campeonato do mundo de trail. Aos 46 anos é a primeira vez que representa Portugal e é a atleta nacional mais velha.

Sara de Brito começou a correr com regularidade em 2010, porque gostava e por ter “consciência dos benefícios da atividade física”. Representa o Clube de Atletismo da Barreira e “coleciona” títulos de estrada, montanha, circuitos,…, de tal forma que se perde a conta.

No ano passado, com a ajuda do marido e também atleta Miguel Saraiva, definiu um plano para lutar pelo campeonato nacional de ultra trail, com vista ao mundial de 2017, em Itália. “Sem compromisso”, recorda.

Foto: Miro Cerqueira

Conseguiu o título nacional a três provas do fim do calendário e chegou à Serra da Freita disposta a enfrentar “o diabo” do trajeto de 100 km de ultra endurance que apurava mais uma atleta para o mundial. “Vais lá sem compromisso nenhum. Diverte-te!”, disse-lhe Miguel Saraiva.

A ultra maratonista levou 15h47m13s a completar a prova. Foi a 24ª na geral.

Este sábado, às 5 horas, ainda de noite, parte para 85 km, em semi autonomia, atravessando zonas de vegetação abundante, ribeiros e cascatas, zonas áridas de rocha granítica e vilas antigas, num total de cinco concelhos. Gerir o esforço e passar nos diferentes pontos dentro das barreiras horárias estipuladas serão as principais dificuldades, acredita a atleta.

“A prova tem um nível de exigência muito elevado com 5.000 metros D+, acrescido do nível técnico dos trilhos e das condições climatéricas que poderão eventualmente dificultar e aumentar a sua exigência”, justifica. A alimentação, hidratação e o desgaste energético são outras preocupações.

O facto da competição decorrer em Portugal é para Sara de Brito um fator positivo, que trará mais “motivação e autoconfiança”. O percurso foi estudado por duas ocasiões, em estágios da seleção, e pontuar para a seleção nacional – isto é, ficar entre as três das seis melhores atletas portuguesas – será bastante satisfatório.

“Apesar de ser a mais velha da seleção nacional sinto-me com vontade de vencer mais este grande desafio e servir de exemplo para as minhas filhas, familiares, todos os meus alunos, colegas de escola e faculdade, colegas de equipa, amigos e todas as mulheres do nosso país! Acreditem sempre porque nunca é tarde! O céu é o limite!”, assegura.

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

(artigo publicado na edição de 27 de outubro de 2016,  editado para publicação online)

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