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Futuro incerto para a rulote que mata a fome na zona industrial da Marinha Grande

Futuro incerto para a rulote que mata a fome na zona industrial da Marinha Grande

“Venho às vezes aqui para comprar o kebab”, explica um feirante, estrangeiro, que acaba de se abastecer com o jantar nessa noite fria e chuvosa. É um entre muitos clientes que se socorrem da rulote instalada na zona industrial da Marinha Grande, o único local onde é possível contar com alimento fora de horas.

É assim há mais de vinte anos, mas o recente Regulamento de Venda Ambulante do Concelho da Marinha Grande, pode colocar em causa o local a que recorrem muitos dos que trabalham naquela zona recheada de empresas.

A rulote funciona das sete da tarde às sete da manhã. Há vários anos que se planeia a abertura de um restaurante na zona, mas ele nunca abriu portas.

Entretanto, mais de duas mil pessoas já fizeram saber que pretendem que a rulote permaneça na zona industrial, sublinhou Marisa Gaspar, filha da proprietária daquele pequeno “restaurante” móvel que, entre kebabs e bifanas (e não só) mata a fome e proporciona dois dedos de conversa. Marisa Gaspar fez questão de se pronunciar na última reunião do executivo camarário da Marinha Grande, dia 20 de outubro.

Em causa o facto de o regulamento municipal atirar a roulotte para a zona desportiva. Em março do ano passado, recordou, enviou uma carta que incluía uma petição que “é no mínimo demonstrativa da vontade dos munícipes do concelho, com 2.278 assinaturas recolhidas em apenas cinco dias”, para que Paulo Vicente “reconsiderasse e colocasse a zona industrial no referido regulamento”.

Ora, Marisa Gaspar lembrou que nos últimos 18 meses tem procurado esclarecer a situação, enviando cartas para o município, nunca tendo obtido resposta. Pelo meio, adianta, efetuou o investimento que se impunha para cumprir todos os requisitos legais.

“Durante este ano adquirimos uma viatura auto bar completamente nova que cumpre todas as normas de higiene e segurança”, frisou. Mas sem mudança no regulamento, o futuro está traçado: deverá rumar para a zona desportiva. Ou talvez não. Paulo Vicente, presidente da Câmara da Marinha Grande, lembrou que a situação que estava criada no local não era de venda ambulante, uma vez que a viatura não saia do local: “o que lá estava era um restaurante”.

Contudo, deixou em aberto a possibilidade de resolução da questão. “Se me diz que reúne as condições necessárias, não temos problema de apresentar uma proposta de inclusão daquele espaço [no regulamento] desde que reúna as condições de funcionamento”, acrescentou Paulo Vicente.

O ano passado mais de duas mil pessoas assinaram petição a pedir a permanência da rulote

(Notícia publicada na edição de 27 de outubro de 2016)

2 Comentários

  1. nome não interessa

    No meu entender, isto é uma situação gerada por algumas dores de cotovelo. Não vejo outra coisa.
    A situação desta referida roullote, ou do espaço que esta ocupa, é precisamente igual a uma questão que S.Pedro de Moel enfrenta, "A EXEBIÇÃO DE FESTAS NO VERÃO"

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  2. nome não interessa

    No meu entender, isto é uma situação gerada por algumas dores de cotovelo. Não vejo outra coisa.

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