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Lisboa e Batalha no Vaticano para defender maior intervenção europeia face aos migrantes

Lisboa e Batalha no Vaticano para defender maior intervenção europeia face aos migrantes

Os presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa e da Batalha participam esta sexta-feira, e amanhã, sábado, numa cimeira internacional de autarcas sobre migrantes, no Vaticano, onde pretendem alertar para a falta de envolvimento dos Estados europeus na questão das migrações.

Paulo Batista Santos, presidente da Câmara da Batalha, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, e Rui Marques, da Plataforma de Apoio aos Refugiados, representantes de Portugal na Cimeira

O encontro “Europa: os refugiados são nossos irmãos e irmãs” e foi convocado para chamar a atenção para a ameaça à estabilidade mundial decorrente da existência de milhões de refugiados.

O presidente da Câmara da Batalha, Paulo Batista dos Santos, salientou à Lusa que a “Batalha, pelo seu exemplo, um concelho pequeno de 16 mil habitantes, pode demonstrar que é possível fazer a diferença”.

O autarca do PSD referiu ainda que em relação à migração, a União Europeia deve “pensar nos seus valores e olhar menos para as questões económicas” e “mais para os direitos humanos”.

Frisando que a Batalha foi um dos primeiros concelhos a assumir a receção de refugiados a nível autárquico, Paulo Batista dos Santos acrescentou que a ida ao Vaticano é o “reconhecimento pelo exemplo de trabalho que está a ser feito”.

“É um desafio a que respondemos, e podemos mostrar que os refugiados podem ser uma oportunidade para uma Europa envelhecida”, observou.

O concelho da Batalha recebeu duas famílias iraquianas, de origem palestiniana, que “estão bem integradas na comunidade”.

De acordo com a agenda da cimeira, a intervenção do autarca da Batalha deverá ocorrer este sábado, pelas 11h20.

Também as cidades de Berlim, Bruxelas, Manchester, Roma, Saragoça, Málaga e Genebra vão ter autarcas a integrar a comitiva de participantes na cimeira, estando previsto que o papa Francisco receba os participantes no segundo dia do evento.

“Há um sentimento de que os Estados não estão a responder a este desafio, a esta sua obrigação humanitária e a esta sua obrigação de justiça para com seres humanos que fogem da morte, fogem da privação, seres humanos exatamente como nós, como qualquer um dos nossos amigos, dos nossos familiares, que têm direito a ter uma vida digna, até a ter uma vida em primeiro lugar”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, cuja intervenção ocorreu durante esta sexta-feira.

Para o chefe do executivo da capital, de maioria socialista, esta crise só não é resolvida “porque não há vontade política na Europa para a resolver”, uma vez que “não faltam os meios, não faltam os recursos, não falta todo o tipo de disponibilidades”.

“O que as cidades têm transmitido um pouco por toda a Europa é a vontade de fazerem mais do que aquilo que os Estados estão a fazer”, sublinhou, considerando que, com esta iniciativa, o papa quer “reunir as energias das cidades que se têm mostrado com vontade e com energia de dar uma resposta positiva a este problema”.

“Espero que saia uma mensagem muito forte de que nós temos que resolver esta crise, temos que acudir às pessoas que estão em situação de privação, isso é essencial porque somos sociedades dignas e desenvolvidas, mas é também importante para o nosso processo de desenvolvimento futuro”, acrescentou.

Fernando Medina vincou também que “Lisboa tem hoje uma capacidade de acolhimento já instalada”, mas não acolhe mais pessoas porque “a Europa não se entende sequer sobre um elemento básico, que é o registo e o reencaminhamento dos refugiados dentro das fronteiras europeias” advogou.

Hoje foi conhecido que Portugal recebeu até agora 720 migrantes recolocados da Grécia (459) e de Itália (261), num total de 8.162 pessoas já distribuídas pela União Europeia (UE), segundo dados hoje divulgados pela Comissão Europeia.

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