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O meu diário: Livro

O meu diário: Livro
Helena Vasconcelos, médica hml.vasconcelos@gmail.com

Diz-se por aí (autoria de um poeta acho eu) que todo o homem para se realizar, tem de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Penso que a lei da paridade aplica a mesma sentença às mulheres. Feitas as contas aqui vai: um castanheiro quando tinha uns 15 anos, um limoeiro aos 30 e um pinheiro manso por volta dos quarenta. Coisa pouca talvez, mas a frase enumera um. E em boa verdade tenho que confessar que liderei uma ação para a Quercus que permitiu a plantação de dezenas de árvores num montado alentejano, na tentativa de apagar a pegada ecológica dos gastrenterologistas que vieram a um congresso a Leiria. Caso não seja suficiente há lugar para uma data de limoeiros e pessegueiros lá em casa. Filhos três: o Afonso, a Rita e o Vasco. Uma raridade nestes tempos de filhos únicos. E muito mais trabalhosos do que as árvores, que apenas precisam de uma supervisão superficial e se podem dar ao ecossistema para cuidar. Os filhos é que precisam de rega, de poda, de adubo e de arrancar as ervas daninhas. E têm aquele problema que não têm as arvores, é que a partir de certa altura não param quietos e para os balizar temos de andar feitos tontos atrás deles.

Agora vou completar a trilogia da frase e vou lançar um livro que escrevi ao longo de 5 anos, à conversa convosco neste jornal. Sim que como diz a jornalista Laurinda Alves, que escreveu o prefácio do livro eu escrevo como quem conversa, deitando cá para fora estórias e opiniões sem defesa e sem inibições. O meu entusiasmo resulta de alguma vaidade que os meus leitores alimentam com elogios e comentários. Alguns sabem de cor as estórias que escrevi, outros recortam e dobram para mais tarde ler e outros comentam comigo passagens das crónicas que já não faço a mínima ideia quando as escrevi. Lembro-me de uma professora de português, que quando trabalhou a crónica nas aulas escolheu uma das minhas para analisar. Senti-me um verdadeiro Saramago integrada no currículo escolar, mas na verdade a senhora devia ser só minha doente e sofrer do aparelho digestivo. Lembro-me um miúdo que me disse que me tinha citado (uma opinião minha como é obvio) no exame nacional de 12º. Esqueci-me de lhe perguntar que nota tinha tido. Mas para além destes desvarios é de referir que a venda deste livro reverte na integra para a associação Atlas que espalha amor por aí fora. Apareça no sábado dia 10, às 16h30 na Fundação da Caixa Agrícola de Leiria (no Terreiro). Vamos gostar de o ver por lá.

(Texto publicado na edição de 9 de dezembro de 2016)

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