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Há anos que falta terminar um troço da rua do Repouso

Há anos que falta terminar um troço da rua do Repouso

Não há descanso para quem conduz pela rua do Repouso, estrada que liga a freguesia de Amor (Leiria) à Marinha Grande. É que há vários anos existe um troço da estrada que parou no tempo: sobram buracos e falta segurança.

Há dez anos, em agosto de 2007, foi anunciado que a obra ia ser realidade. O concurso público, com preço base de 861 mil euros, visando a requalificação da rua do Repouso, ia avançar. Contudo, uma década depois, a obra está por concluir.

Aquela via é uma concorrida ligação entre os concelhos de Leiria e Marinha Grande. Mas o último quilómetro da estrada do lado do concelho da Marinha Grande, está por terminar. Ou seja, uma via larga, com ciclovia, e com pavimento em bom estado, subitamente é substituída pela velha estrada: estreita e generosa nos buracos e, claro, sem espaço para os ciclistas. Logo de seguida, entra-se em território do concelho de Leiria e a estrada regressa ao seu formato moderno: larga, com ciclovia e pavimento em bom estado.

No local em que a estrada emagrece para metade, sucedem-se as placas improvisadas a apelar à conclusão da obra, por vezes com linguagem mais efusiva. O problema é tão antigo, que a placa atual substituiu uma outra a que o tempo e o sol já consumiram as letras, mas que tinha apelo semelhante.

Os anos passaram, mas a obra permanece por concluir. De tal forma que o caso até já foi levantado na Assembleia Municipal de Leiria, o concelho que acertou com a Marinha Grande, o arranjo da estrada que ambos partilham.

Em junho, Carlos Barbeiro, deputado municipal do PS, residente na freguesia de Amor (Leiria) lembrou o “troço em péssimo estado”, do lado da Marinha Grande, que coloca “em perigo” quem usa a via. Aliás, este deputado municipal de Leiria chegou mesmo a colocar a questão, enquanto elemento do público, na Assembleia Municipal da Marinha Grande, em dezembro do ano passado. Apesar de ter recebido a indicação de que a obra iria avançar “já decorreram alguns meses e nada se fez”, lamentou.

Ao longo dos anos, o município da Marinha Grande tem invocado o facto de não conseguir a cedência de terrenos que permitam terminar a obra. Contudo, no verão de 2014, o então vice-presidente e agora presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, chegou a anunciar que o problema estava resolvido e que a obra poderia avançar. O que, até ao momento, não aconteceu.

O REGIÃO DE LEIRIA solicitou à Câmara da Marinha Grande a indicação sobre o ponto de situação deste processo, bem como para quando se prevê que o problema seja resolvido. Contudo, até ao fecho desta edição não recebemos qualquer resposta.

(Notícia publicada na edição de 17 de agosto de 2017)

 

Carlos S. Almeida

Jornalista

carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

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