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José Vitorino Guerra

José Vitorino Guerra

redacao@regiaodeleiria.pt

Tempo incerto: Uma classificação de suficiente

Mar 24, 2018 | Opinião | 0 Comentários

A tabela das melhores cidades portuguesas, produzida pela Bloom Consulting, tem vindo a servir para os nossos autarcas exaltarem a sua acção e opções políticas. Todavia, na última década, não se conhecem transformações significativas no estado da urbe nem na qualidade de vida dos seus habitantes, para além da produção de “eventos”, que também têm dado azo a diversos efeitos colaterais para os moradores.

Segundo a Bloom Consulting, Leiria, a nível nacional, ocupa o 18º lugar na tabela das cidades, (desceu três lugares) o 14º, no item “Negócios” (desceu seis lugares), o 10º, no item “Viver” (desceu três lugares), e o 25º, no item “Visitar”, (subiu um lugar). Ao nível da região Centro, as diferenças atenuam-se e fica-se pelo terceiro lugar, atrás de Coimbra e de Aveiro.

Estes resultados, certamente, desagradam à actual maioria e não podem deixar de levar os nossos autarcas a reflectir sobre as carências estruturais existentes, as insuficiências urbanísticas e a disparidade entre os objectivos propagandeados e os resultados alcançados.

A descida verificada em alguns dos itens da tabela, que se vem consolidando ano após ano, pode expressar a ascensão relativa de outras cidades que terão resolvido problemas ou conseguido gerar novas dinâmicas urbanísticas, sociais e económicas, como Viseu.

O 14º lugar na tabela “Negócios” não parece compatível com o conhecido potencial económico e industrial da região. Pode-se questionar se o poder político autárquico tem estado à altura de ser o arauto e o promotor adequado, tanto mais que uma das variáveis consideradas é a capacidade de apoio à exportação e a atracção de novos investidores. Recorde-se que a maioria sempre fez do “empreendedorismo” uma bandeira eleitoral.

As insuficiências de Leiria são conhecidas e muitas delas, como a desertificação urbana ou a degradação do centro da cidade, vêm-se arrastando de vereação em vereação. Continua a faltar um projecto global e uma visão prospectiva de desenvolvimento, capaz de superar os problemas estruturais, regenerar a cidade e alinhavar uma nova dinâmica para o futuro, que transforme Leiria num centro de excelência no todo nacional e numa cidade singular para se viver.

Escrito de acordo com a antiga ortografia

(Artigo publicado na edição de 22 de março de 2018)

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