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O meu diário: Ressabiado

Helena Vasconcelos

Helena Vasconcelos

Médica

hml.vasconcelos@gmail.com

O meu diário: Ressabiado

Jun 30, 2018 | Opinião | 0 Comentários

Eu gosto de futebol e gosto sobretudo da seleção. E como portuguesa genuína tenho aqui uma costela de comentadora e até de treinadora-adjunta. Claro que se tivesse nascido homem, género que me será atribuído na próxima encarnação, segundo um doente meu com talentos mediúnicos, era um treinador efetivo.

Mas este epíteto de ressabiado assenta que nem uma luva ao compatriota Carlos Queirós. Eu até gostava do homem, embora reconheça que em termos de seleção não fez nada de jeito. Gostava dele porque representa algum lado eclético e cultural do futebol. É daqueles que sabe conjugar os verbos no pretérito imperfeito do conjuntivo e sabe que não se diz houveram muitas faltas. Enfim uma referência na forma de estar e falar no futebol. O senhor na minha humilde perspetiva de analista até fez um trabalho notável com a seleção do Irão e podia terminar dizendo que os seus rapazes iranianos se bateram muito bem, são uns heróis e tinham merecido passar à próxima fase. Ele tinha que querer que o seu Irão passasse. Escusava era de chutar para as canelas dos portugueses e achinelar, descer ao baixo nível. Não gosta do Ronaldo está no seu direito, teve problemas com ele anteriormente e não superou. Até compreendo, não compreendo é a falta de inteligência do senhor a destilar tanto azedume nos comentários que fez. Pouca inteligência emocional. Nenhuma diria! Ao tratar de forma tão despudorada a prestação dos portugueses comprometeu a sua nacionalidade. Futebol é só futebol, mas nós vivemos isto como uma espécie de simbologia nacional e são também estes momentos que fomentam algum sentido de pertença e coesão. O próprio presidente referiu com orgulho que foi uma honra assistir ao confronto de dois treinadores portugueses. O Sr. Presidente enganou-se um era português e outro não era Iraniano nem português pertence à nação dos ressabiados, daqueles que não veem para além dos seus umbigos e da sua história pessoal. E geralmente quem não tem visão acaba derrotado. Viva a seleção!

(Artigo publicado na edição de 28 de junho de 2018)

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