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Passageiro do tempo: Empregabilidade garantida

José Manuel Silva

José Manuel Silva

Professor/gestor do ensino superior

jmsilva.leiria@gmail.com

Passageiro do tempo: Empregabilidade garantida

Jul 14, 2018 | Opinião | 0 comments

Em períodos de divulgação de cursos do ensino superior é frequente aparecerem títulos como o desta crónica. Ainda recentemente foi divulgada uma lista de cursos que, alegadamente, garantem empregabilidade a todos os que os concluírem.

Claro que se trata de informação incompleta pois o indicador utilizado é apenas indicativo, refere-se à estatística do desemprego fornecida pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional e utiliza, para constituir o indicador, o número de diplomados de cada curso registados no IEFP para efeitos de procura de emprego.

O indicador vale o que vale, mas o que não se deve é tomá-lo como uma realidade absoluta e fazer dele elemento de valorização versus desvalorização de cursos, sabendo-se que não espelha a realidade em toda a sua plenitude.

A ideia de que um curso, seja ele qual for, garante empregabilidade a todos os diplomados, é falsa, a ideia de que há cursos bons e cursos maus ou menos bons, é uma falácia, a ideia de que o futuro de alguém resulta do curso inicial que se obteve, é enganadora.

Vejamos, um curso não é dissociável de quem o cursa e dos contextos em que cada um se move, família, contexto social, contexto profissional onde vier a ser exercido e, sobretudo, está dependente das características pessoais, vontade, expectativas, motivação, ambição e tudo o mais que é inerente a cada um de nós.

Aferir a empregabilidade dos cursos é responsabilidade das instituições formadoras e é a elas que compete montarem serviços de acompanhamento dos diplomados que permitam identificar a recetividade do mercado e, simultaneamente, recolher informação sobre a adequação das formações às necessidades de quem contrata.

A empregabilidade dos cursos tem de ser vista no contexto do mundo global em que vivemos, das competências que cada um adquire para responder aos desafios e, sobretudo, da ambição do próprio.

(Artigo publicado na edição de 12 de julho de 2018)

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