Select Page

Júlia Rosa

26.06.1926 – 25.12.2018

Mata – Milagres

Seus filhos, genro, noras e netos na impossibilidade de o fazerem pessoalmente vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada, bem como a todos aqueles que de qualquer forma manifestaram o seu pesar e um especial agradecimento a todos que neste momento tão difícil se mantiveram e ao seu lado.

 

Agência:

Agência Funerária Bombeiro Filhos. Lda.

José Vitorino Guerra

José Vitorino Guerra

redacao@regiaodeleiria.pt

É usual ouvirem-se lamentos de membros da oposição face à imprensa local, queixando-se, num misto de amargura e frustração, de que esta não divulga as suas mensagens políticas. No fundamental, segundo dizem, as suas tomadas de posição não chegam ao cidadão, pela simples razão de que os jornais e os jornalistas gravitam na influência do poder e, portanto, limitam-se a reproduzir a visão de quem manda, quando não possuem uma estratégia favorável à sua promoção.

Reconheça-se que este tipo de afirmações sempre se ouviu em relação à imprensa local, qualquer que fosse o detentor do poder político autárquico.

São conhecidas as limitações da imprensa e os condicionalismos em que se movem os jornalistas, sobretudo, dada a influência excessiva do poder sobre a vida da comunidade, quando detentora de uma frágil consciência colectiva. De facto, demasiadas vezes, uma imprensa em luta pela sobrevivência e de curta memória tem tendência para não confrontar os detentores do poder com as consequências das suas decisões políticas ou omissões, manifestando dificuldades em resistir à mera tentação de reproduzir notas informativas emanadas dos gabinetes de imprensa, geralmente ocupados por antigos colegas de profissão.

Hoje, o poder é o grande centro de produção de informação, sobretudo quando opta por uma política de entretenimento centrada em eventos que a imprensa não pode deixar de noticiar e de destacar, sob pena de ser vista como parcial ou hostil.

Todavia, alguns dos que se ouvem queixar são pouco dados a olharem para o que fazem e para os erros que cometem e parecem desejar que a imprensa diga o que eles querem, mas não expressam a intenção de divulgar nem de assumir. Os jornais não têm de preencher os vazios da oposição.

Não se compreende que a oposição não produza uma mensagem clarificadora, não realize debates públicos ou não utilize as plataformas digitais para veicular as suas posições e as suas críticas aos actos do poder, bem como para apresentar as alternativas à política que vai sendo feita.

A oposição precisa de se libertar do síndrome do cerco e tem de se dar ao trabalho de vir dizer ao que vem e o que pretende fazer enquanto alternativa. Até lá, apenas se pode queixar de si própria e da sua ineficácia.

Escrito de acordo com a antiga ortografia

(Artigo publicado na edição de 27 de setembro de 2018)

Primeira Página

Publicidade

Publicidade

Pergunta da Semana

A carregar

Concorda com a redução de 50% do tarifário dos passes dos transportes públicos?

Obrigado pelo seu voto!
Já votou nesta pergunta!
Selecione uma das opções!

Newsletter Região de Leiria

app repórter no mundo

Guia do Fim de Semana


Subscreva o nosso guia e descubra as melhores propostas culturais e de entretenimento disponíveis na região

Obrigado! Subscreveu com sucesso o nosso guia de fim de semana.

Guia do Fim de Semana


Subscreva o nosso guia e descubra as melhores propostas culturais e de entretenimento disponíveis na região

Obrigado! Subscreveu com sucesso o nosso guia de fim de semana.

Share This