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Cantina do Brejo: Um templo leiriense para diárias

Na segunda geração familiar, o selo de restauração com duas unidades serve centenas de refeições diárias num esquema digno de força-tarefa a bom preço

O sucesso veio da tragédia, mas quem ousa dizer que a superação não custa? A história de Álvaro Figueiredo com a restauração nasce justamente de um grave acidente de trabalho, em que quase ficou tetraplégico. Da aptidão pela cozinha veio a motivação para o recomeço que, anos mais tarde, se transformaria na Cantina do Brejo, uma casa declaradamente especializada em diárias. Não em uma ou três, mas num plural que lista 10 receitas diferentes a cada dia e que, desde 2013, conta com duas moradas: a primeira nos Marrazes e a segunda na zona industrial da Barosa (próximo da La Redoute).

“Se alguém tem um dom, é o meu pai”, enfatiza Carolina Figueiredo, a primogénita e narradora da jornada que, entre temperos e sabores apurados, já alcançou 20 anos. Responsável pela gestão da unidade mais recente e no comando da sala enquanto o patriarca cuida de confecionar e empratar cada uma das combinações, a gestora tem consciência que o plano de negócio foi bem alinhado. “Ele formatou isto muito bem. Foi um tiro muito certeiro”, conclui ao lembrar que, no local onde estão há seis anos, passaram outros nove donos.

“Servir bem e rápido” foi o lema adotado e que permitiu que implementassem um único e bem-sucedido modelo: menus a 7 euros.  Pães, azeitonas, prato, bebida, doce caseiro e café unem-se numa refeição completa capaz de caber em meia hora. “As pessoas têm muito pouco tempo para almoçar e é neste sentido que fazemos a diferença”, considera a filha, após um dia de almoço intenso na região da Barosa onde atendem, sobretudo, trabalhadores das cerca de 20 empresas naquela zona. No período comum de serviço, o ritmo impressiona. “Ao meio dia começa o movimento. Às 12h40 este restaurante vira o Texas”, conta em tom bem humorado para descrever o mar de pessoas sempre a chegar em busca de ementas específicas e, muitas vezes, já  reservadas. Ali é possível reservar pratos. Mesas é que não. “Independentemente da hora que cheguem, a comida está sempre guardada”, garante Carolina.

Mesmo em sítios diferentes, a família garante que o processo se mantém nos dois restaurantes e não há concorrência entre ambos. “O meu pai tempera nos dois lados”, refere a herdeira para dizer que o que muda são as pessoas a servir. Na unidade de Leiria, por exemplo, é a mãe quem lidera o atendimento próximo. Nesse sentido, os destaques afamados do dia são também sintonizados. A semana começa com ênfase para o polvo à lagareiro e segue pela feijoada, na terça, pelo bacalhau com broa, na quarta, e com o cozido à portuguesa, na quinta. Sexta é dia de boa saída para o pato com laranja, apesar da carne alentejana guardar fãs cativos. “Não é frita. É feita no tacho, meio guisada”, tenta explicar Carolina sobre a desenvoltura paterna. “Sempre foi uma mão…”, sublinha, orgulhosa do legado.

Cantina do Brejo

911 053 702
Leiria: Rua Álvaro Pires Miranda, nº 63
De segunda a sábado, das 12h às 14h30

Barosa: EN242, Rua dos Petigais, nº 4135 – Zona Industrial
De segunda a sexta, das 7h30 às 18h

 

Jessica Germano
Jornalista
jessica.m.germano@regiaodeleiria.pt

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