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Uma opção chamada carreira militar

A guerra a leste, mas à porta da Europa que partilhamos, recentrou a questão militar


Os acontecimentos que nos precipitaram para todas as fontes de notícias, na tentativa de perceber que mundo se está a moldar à frente dos olhos, faz ressurgir questões antigas, muitas vezes esquecidas. A guerra a leste, mas à porta da Europa que partilhamos, recentrou a questão militar.

Deixou de ser secundária, precipitando-se para o presente e, em certa forma, inscrevendo-se no futuro.
E se a carreira militar for uma opção para mim? Quem nunca o pensou até há poucos meses, pode agora ser assaltado pela questão. E é legítima.

Entre nós, há efetivamente opções para quem pensa em seguir esse caminho. Vantagens e desvantagens fazem pender a balança, mas é importante fazer a ponderação e decidir.

O novo contexto mundial, fez saltar para a atenção pública, a importância das forças armadas. A noção de que o país necessita de novo vigor nesta área, é sublinhado pelo próprio Presidente da República.

“As nossas fronteiras já não são o que eram e hoje passam por África, pelo Golfo da Guiné, pelo Atlântico, pela fronteira de vários países da União Europeia, da NATO com a Ucrânia, passam pela solidariedade para com o povo martirizado ucraniano: estas são as novas fronteiras de Portugal. Mas, se queremos prevenir e construir a paz, temos de dar às nossas Forças Armadas ainda mais força”, sustentou Marcelo Rebelo de Sousa, na Batalha, a 9 de abril deste ano, na comemoração do Dia do Combatente.

Sendo certo que uma decisão de futuro alimentada pelo calor do momento não é boa conselheira, não é menos verdade que o ramo militar da sociedade ganhou redobrado fôlego nos últimos tempos. Ganha relevo, para quem considera que este pode ser um caminho para si.

Sem prejuízo da consulta das estruturas militares portuguesas – que possuem departamentos de recrutamento especializados no assunto – é seguro dizer que há três caminhos iniciais possíveis, para quem admite esta vertente formativa e profissional. Há três principais instituições da Defesa Nacional: a Força Aérea, o Exército e a Marinha.

Em cada uma há ofertas formativas, a possibilidade de contrato e apoios para quem escolhe estudar, integrando as forças militares.

O ideal será mesmo aprofundar junto das instituições as ofertas disponíveis, mas basta tomar como exemplo o Exército português. Entre as vantagens que anuncia, aponta para seis anos de contrato assegurado, remuneração durante a formação e a possibilidade de contarem com o pagamento de propinas no ensino superior. A lista continua, e inclui outras vantagens no acesso à administração pública e à formação, por exemplo.

Esta não é, todavia, uma carreira profissional normal. Na frequência de cursos nas academias, por exemplo, é usual o regime de internato.

E na vivência militar, muito embora o contributo das forças armadas lusas, nas últimas décadas, tenha sido desenvolvido num ambiente de paz e cooperação interna e externa, importa manter presente que, num cenário de guerra, são obviamente os sectores da comunidade que são chamados a intervir.



Vantagens

  • Apoio nas propinas
  • Contrato e estabilidade
  • Possibilidade de remuneração
  • Vários apoios sociais viagens a preços reduzidos nos transportes públicos


Desvantagens

  • Provas de aptidão exigentes
  • Contrato implica indemnização se terminado antes do tempo
  • Possibilidade de envolvimento em ações de conflito

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