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A propósito: Toda uma aldeia

No Facebook aparecem-nos com frequência opiniões relativas à educação que nos fazem pensar como, por exemplo, “Pais são para educar, professores para ensinar”.

Leonor Lourenço, professora bibliotecária leonorplourenco@gmail.com

No Facebook aparecem-nos com frequência opiniões relativas à educação que nos fazem pensar como, por exemplo, “Pais são para educar, professores para ensinar”. Embora entenda esta ideia, ela é para mim questionável. É minha convicção que os professores são inevitavelmente educadores. Todos sofremos influências de outros com quem nos cruzamos e convivemos, pois ativa ou passivamente nos aculturamos. Se não, que dizer de disciplinas como Educação para a Cidadania? Para os Direitos Humanos? Cultura também é educação.

Recentemente, na Escola de Santa Catarina da Serra, (Agrupamento da Caranguejeira, Santa Catarina da Serra) ocorreu um evento promovido por elementos do Grupo de Estudantes da Amnistia Internacional com lançamento da respetiva revista, facto que, pela primeira vez, teve lugar numa escola do país. Existiu uma enorme colaboração de vários elementos da comunidade educativa, cujo mote era “Educar para os Direitos Humanos”. Viveram-se momentos muito intensos e marcantes que não serão esquecidos. Muitas outras iniciativas de cariz educativo há nas escolas do nosso distrito.

Isto não exclui a certeza de que a família é primordial na educação.

Em detrimento da primeira frase deste artigo, prefiro a máxima africana: “Para educar uma criança é preciso toda uma aldeia”.

(texto publicado a 14 de marco de 2013)