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No País da troikada: A fatura dos tremoços

Bom, em primeiro lugar quero dedicar este meu regresso, ao fim de três anos afastado destas páginas, a todos os meus leitores, em especial aos que se cruzam comigo na rua e me dizem que gostaram muito da minha crónica da semana passada ou de há quinze dias.

João Paulo Marques, professor do Ensino Superior Politécnico joao.paulo@regiaodeleiria.pt

Bom, em primeiro lugar quero dedicar este meu regresso, ao fim de três anos afastado destas páginas, a todos os meus leitores, em especial aos que se cruzam comigo na rua e me dizem que gostaram muito da minha crónica da semana passada ou de há quinze dias. Já não se lembram sobre o que era mas gostaram muito. Obrigado.

Em segundo lugar, dizer porque é que isto é uma versão “troikada” do anterior “País das Maravilhas”. Na verdade, a crise, caso ainda não tenham reparado, está instalada. Na versão normal costumava escrever de 15 em 15 dias. Vou passar a escrever de mês a mês. Na versão normal tinha direito a 2500 carateres. Passaram-me para 1300. Por último, receio que o ordenado, que se bem se lembram era um jantar todos os anos com a oferta de uma agenda… deva passar a uma “bejeca” com um pires de tremoços. Sem agenda e com fatura passada em nome do jornal. Por isso, tal como do Governo, não esperem que saia daqui nada de bom. E nada de protestos. Deixem a “Grândola Vila Morena” para alimentar os corta-relvas ou para ir caçar coelhos. A ordem, meus queridos leitores, é para cortar, e a austeridade, tal como a Toyota há alguns anos, veio para ficar. E ficou mesmo! Espero que eles depois patrocinem esta crónica.

Já agora, alguém me esclarece se à luz do novo acordo ortográfico, “troikada” se deve escrever com “i” ou com “y”? Aguardo as vossas respostas no mail acima.

(texto publicado a 28 de fevereiro de 2013)