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O meu diário: Felicidade

Helena Vasconcelos

Helena Vasconcelos

Médica

hml.vasconcelos@gmail.com

A felicidade é um assunto de moda apesar de ser uma coisa que toda a gente persegue desde que há gente, digo eu. Queremos ser felizes, queremos que os nossos filhos sejam felizes e este é o sentimento dominante dos desejos de fim de ano, de aniversário, de nascimento.

Noutro dia um dos nossos psicólogos famosos dizia que sermos felizes depende da nossa genética em 50%, do nosso país em 10% e de nós mesmos em 40%. Alguns acharão que não temos nada a fazer, mas 40% a depender de nós parece-me uma grande fatia. Com o país que temos nunca chegaremos aos 10% mas também não ficaremos a zero na parcela. Quando pensamos em países pobres, sem acesso à saúde e educação Portugal parece-me muito bem colocado. Os nossos genes parecem preponderantes e essa é a razão fundamental que faz que em países pobres haja gente otimista e positiva. O país com índice de felicidade mais alto em 2018 foi a Finlândia, que está longe de ser pobre, mas países como os Estados Unidos que são ricos estão mal classificados. Portugal está no meio da tabela, mas mal classificado quando comparado com os países Europeus.

Surpreendentemente o dinheiro não está no topo das exigências nessa coisa de ser feliz, o sentido de pertença, o grupo e a gratidão estão muito à frente do dinheiro e até do sexo.

Por essa razão é que as associações, os grupos, os clubes são um fator importante para o cultivo da felicidade. Também a gratidão é uma das coisas mais fáceis de praticar. Basta que sejamos gratos aos outros pelo que nos proporcionam. Agradecer e receber agradecimentos são gestos diários que podemos implementar. Temos de educar os nossos filhos para a felicidade, quase metade (40%) depende deles. Como em tudo na vida a felicidade também dá trabalho. Ter prazer na vida passa muito por lhe dar sentido. E para isso sim, devemos educar desde pequeninos. Façam o favor de ser felizes. Obrigada

(Artigo publicado na edição de 24 de janeiro de 2018)

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