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Cultura

Sílvia Patrício deu cor à paixão proibida

“Essa paixão proibida” é um olhar de Sílvia Patrício sobre “O crime do Padre Amaro”, sem esquecer coisas do passado. A exposição está até final de Fevereiro na galeria Ensaios, no Terreiro de Leiria.

“Essa paixão proibida” é um olhar contemporâneo de Sílvia Patrício para “O crime do Padre Amaro”, sem esquecer coisas do passado. A exposição está até final de Fevereiro na galeria Ensaios, no Terreiro de Leiria.

Todos os dias da semana e do fim-de-semana, das 14 às 19 horas, a mais nova galeria de Leiria mostra o trabalho que a pintora desenvolveu entre 2007 e 2009, a partir da obra de Eça de Queirós e das edifícios da cidade.

A partir do livro, Sílvia Patrício foi à procura dos edifícios de Leiria que serviram de cenário à polémica obra de Eça. Máquina fotográfica numa mão, roteiro queirosiano de Orlando Cardoso na outra, lançou-se numa mini-investigação, revisitando “edifícios-chave no romance”, aqueles que “mais tinham a ver com o fluir das emoções”.

Depois agarrou na “história triste” e juntou-lhe cores, muitas cores. “É uma visão muito minha do romance. Não porque veja o mundo colorido, mas porque a cor dá muita vida às acções”.

O amor interdito que (a)trai o padre Amaro move os 13 quadros que compõem a exposição (e há também algumas esculturas espalhadas, que “saltaram” deles). “Há o infanticídio, que é muito dramático, mais explorei mais o facto de haver uma paixão e de ela ser proibida”, conta Sílvia Patrício.

Esta releitura ganha uma dimensão extra com o trabalho que o projecto Beijo Negro fez para “Essa paixão proibida”: cada quadro tem anexo um leitor de mp3, que permite ao visitante ouvir a poderosa voz de António Cova lendo o trecho que inspirou a pintora, com sonoplastia de Nuno Gomes em fundo.

Manuel Leiria
manuel.leiria@regiaodeleiria.pt

Joaquim Dâmaso (fotografia)
joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt

(notícia actualizada dia 25 de Janeiro de 2010)

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