O bebé de cinco meses alegadamente morto segunda feira pelo pai, em Alcobaça, não estava sinalizado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do concelho, disse hoje à Agência Lusa fonte da autarquia.

Mónica Baptista (foto de arquivo)

“O nome da criança não consta da base de dados da comissão e não houve qualquer denúncia ou qualquer suspeita de maus tratos”, afirmou à Agência Lusa a vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Alcobaça, Mónica Baptista.

A autarca declarou que a morte do bebé “apanhou de surpresa a comissão”, presidida atualmente por uma técnica do município, acrescentando que esta entidade vai de forma informal tentar perceber o que se passou.

“Não se trata de um inquérito, mas de tentar perceber o que se passou, se há outros elementos do agregado familiar em risco e saber se se pode ajudar, mesmo de outra forma”, referiu Mónica Baptista.

A responsável adiantou que, neste momento, a Comissão de Crianças e Jovens do concelho tem 86 casos em acompanhamento, “número que tem vindo a crescer”.

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de um homem de 23 anos suspeito de ter matado o filho de cinco meses em Alcobaça.

Em comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ adianta que o arguido, detido em colaboração com a PSP, é o presumível autor de um crime de homicídio qualificado.

À agência Lusa, fonte da PJ de Leiria explicou que “tudo indica que a criança, do sexo masculino, faleceu após agressões físicas na cabeça e no tronco”, adiantando que o bebé tinha “vestígios de agressões e maus tratos anteriores que não foram tratados no hospital”.

O arguido, sem antecedentes policiais ou criminais, vai ser presente ao juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Alcobaça esta tarde.