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Sociedade

Meios de salvamento a menos para muitos perigos do mar

Falta de meios e fiscalização débil são os principais problemas apontados por aqueles que trabalham em prol da segurança nas praias da região.

”Se os nadadores-salvadores tivessem chegado cinco minutos antes, a menina não tinha morrido”. A afirmação é de João Nunes, responsável pela concessão da praia do Salgado, em relação ao acidente que vitimou avô e neta naquele areal, no passado dia 21 de agosto.

“Infelizmente, não temos meios para estes casos”, lamenta. São dois os salva-vidas que se encontram naquela praia. Um desempenha funções pelo segundo ano consecutivo, ao passo que o outro o faz pela primeira vez.

Ainda sobre o episódio, João Nunes adianta que os vigilantes “correram os 600 metros que separam o seu posto do local da ocorrência e ainda foram ao mar buscar o senhor, que pesava 120 quilos. Se lá ficassem, a responsabilidade era minha”.

Ao longo de toda a praia do Salgado, apenas uma área de 150 metros está concessionada e, consequentemente, sob vigilância de nadadores-salvadores. O responsável pela concessão compara a extensão da praia, que afirma ter cerca de três quilómetros, com os mil metros da praia da Nazaré:

“Eles têm 20 nadadores-salvadores, mota de água e uma moto quatro cedida pela câmara [da Nazaré]”. Daí que João Nunes aponte uma moto-quatro permanente como solução. E acrescenta que, “na Nazaré, esse meio anda para um lado e para o outro a transportar coisas e nem chega a passar na borda da água”.

Porém, adianta ainda, “se nós não o temos, é porque a câmara entende que não é necessário”, afirma.

Jorge Barroso, presidente da Câmara Municipal da Nazaré, refuta quaisquer responsabilidades quanto à falta de instrumentos de salvamento, pois entende que “tudo quanto é praia e nadadores-salvadores faz parte da responsabilidade do concessionário, e é a capitania quem assegura a concessão”.

O presidente salienta que a câmara, em virtude de a praia do Salgado não ser “suficientemente vigiada”, evita a promoção da mesma.

“Nem sequer concorremos, com a bandeira dourada da Quercus, à bandeira azul”, acrescenta.

Leia a reportagem na íntegra na edição de 31 de agosto de 2012. Saiba, por exemplo, quem pode ser multado nas praias e em que circunstâncias.

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