A exemplo do lixo indiferenciado, diminuiu também a produção de vidro, papel e embalagem (fotografia: Joaquim Dâmaso)

A culpa é mais uma vez da crise. Com menos poder de compra, os hábitos de consumo dos leirienses alte­raram-se nos últimos anos e afetaram a produção de lixo, que tem vindo a diminuir gradualmente.

Os números são claros e não deixam dúvidas. Em sete dos 17 concelhos da região (Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós), a quantidade de resíduos urbanos indiferenciados sofreu uma quebra de 9% nos primeiros oito meses de 2012 (86.252 toneladas) face a igual período de 2010 (93.806 toneladas).

No total, foram recolhidas menos 7.554 toneladas de lixo, segundo dados fornecidos pela SUMA (Serviços Urbanos e Meio Ambiente) – que atua em Alcobaça, Batalha, Leiria e Porto de Mós – e pela Valorlis, responsável pela gestão do aterro sanitário onde é depositado o lixo de seis concelhos (Leiria, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós, Ourém e Pombal).

Já no que toca aos resíduos para reciclagem, a maior redução verificou-se no papel, nota a Valorlis. A variação atingiu 16,8% negativos entre 2011 e 2012. A recolha seletiva de embalagens retrocedeu, por sua vez, 14,4% e o vidro 4,8%, nesse mesmo período.

Leia a notícia na íntegra na edição de 12 de outubro de 2012. Pode adquiri-la aqui.

Martine Rainho
martine.rainho@regiaodeleiria.pt