O restaurante O Índio, situado numa rua transversal à rua Paulo VI, em Leiria, foi ontem à noite encerrado pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e a Autoridade de Saúde, no âmbito da operação policial “Açougue”.

A operação policial visava o combate à posse ilegal de armas, mas também a fiscalização em matérias de abate clandestino de animais, infrações contra a saúde pública, maus tratos a animais, infrações ambientais, laborais, tributárias entre outras, revelou a PSP em comunicado.

Além da ASAE e da PSP de Leiria, estiveram presentes na operação a Autoridade de Saúde, a Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT), a Autoridade Tributária das Finanças, e a Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT).

“A operação policial, sustentada na recolha de informações efetuadas no decurso do último mês, culminou com a realização de dois mandados de busca domiciliária, dois mandados de busca não domiciliárias e dois mandados de busca a viaturas, englobando estes um estabelecimento de restauração na cidade de Leiria e quinta/terreno de exploração de animais”, informou a mesma nota.

Da intervenção, resultou a detenção de um indivíduo por posse de armas ilegais e foram apreendidas uma pistola calibre 6,35 mm, sem número de série, um carregador, quatro munições, uma espingarda de calibre 12 mm., e quarto cartuchos calibre 12 mm.

Relativamente às restantes entidades envolvidas na operação, da ação de fiscalização, foram apreendidos 46 kg de carne de porco, proveniente de abate clandestino; 332 kg de carne de porco, por falta de requisitos em géneros alimentícios; 9 kg de salmão, também por falta de requisitos em géneros alimentícios.

Quanto às infrações verificadas, verificou-se falta de requisitos de higiene do restaurante, que levou à suspensão da atividade; abate clandestino; falta de licenciamento de estabelecimento de restauração; falta de requisitos em géneros alimentícios; falta de registo de exploração; falta de registo de animais; infrações ambientais, IGAMAOT recolheu amostras de águas e solos contaminados; notificação da ACT para apresentação de documentação relativa aos funcionários; notificação da AT-FIN para apresentar justificação para dinheiros encontrados.

Em consequência de todas as infrações verificadas, “a ASAE e Autoridade de Saúde procederam à suspensão da atividade do estabelecimento visado no processo”, acrescenta a nota.