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Seis famílias desalojadas na Marinha Grande, dez casas destruídas em Alcobaça

 O presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, informou hoje que ficaram desalojadas seis famílias e duas empresas foram afetadas pelo incêndio, na Vieira de Leiria.

Ao todo, ficaram destruídas uma dezena de casas, sendo que há seis famílias desalojadas na freguesia de Vieira de Leiria, disse aos jornalistas o presidente cessante do município, sem saber precisar o número de pessoas que ficaram sem casa.

De acordo com o autarca, não foi preciso a Câmara da Marinha Grande assegurar uma resposta temporária às famílias afetadas, que ficaram em casas de familiares.

Também em Vieira de Leiria, uma empresa de cartonagem ficou completamente destruída e há dois pavilhões de um armazém que também arderam, referiu.

“Felizmente, não temos situações de vítimas porque também os nossos munícipes e os nossos cidadãos obedeceram às orientações e diretivas que lhe foram sendo dadas pelos bombeiros e pelas autoridades”, realçou Paulo Vicente.

De acordo com o autarca, ainda há problemas com o abastecimento de água em alguns lugares do concelho.

Paulo Vicente, que juntamente com outros autarcas do distrito de Leiria reuniu-se hoje com o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, realçou que pediu ao Governo, “com urgência”, que faça uma avaliação das árvores de grande porte à beira das vias principais, para que não ocorram vítimas “com o derrube dessas mesmas árvores para as estradas”.

 

Na Marinha Grande seis famílias ficaram desalojadas, em Alcobaça foram afetadas dez habitações Foto: Joaquim Dâmaso

O fogo que deflagrou no domingo consumiu três mil hectares de floresta em Alcobaça, distrito de Leiria, onde arderam dez habitações de segunda habitação, informou o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio.

O autarca teme agora que o incêndio que fustigou o concelho possa ter “impactos no âmbito do turismo”, recordando que a floresta que ardeu situa-se junto à orla marítima, afetando todas as praias no norte do concelho de Alcobaça.

O fogo criou “um problema ambiental brutal”, sendo necessário salvaguardar agora os aquíferos, que podem ser contaminados pela matéria ardida, disse Paulo Inácio, que falava aos jornalistas após uma reunião de autarcas do distrito com o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.

Além disso, será também necessário “proceder ao corte de árvores junto da rede rodoviária”, face ao perigo de estas caírem para as estradas.

Nesse sentido, apelou a que haja uma articulação entre municípios e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para que se possa avançar com a ação de forma “imediata”.

Paulo Inácio frisou ainda que vai ser feita uma ação de “sensibilização muito forte junto dos proprietários para não fazerem grandes disparates”, por forma a que “não haja mudanças de tipologia da floresta que há naquela zona”, povoada por pinheiros, nomeadamente pinheiros mansos.

“Queremos manter a tipologia de pinheiro e garantir que os proprietários não vão para a opção de rendimento mais rápido, que é o eucalipto. Eu não quero mais isso no meu município”, asseverou.

Lusa

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