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Toneladas de gelado para todo o país embaladas em cem mil frasquinhos

O que têm em comum Macau, Itália e Porto de Mós? A resposta é: 20 toneladas de gelado artesanal vendidas no ano passado em Portugal, metade distribuídas em 100 mil pequenos frascos de vidro, resultantes de um conceito inovador produzido com métodos artesanais.

Maria Ramadas, fundadora da marca Fini com João Fino, vivia em Macau quando o gelado de iogurte lhe chamou a atenção. A ideia nasceu “em tom de brincadeira” e deu azo a uma “aventura com a dose de inconsciência precisa para começar qualquer negócio”, conta a empresária, cuja formação é em Biologia Celular e Molecular.

Quando regressou a Portugal, a abertura de uma gelataria em Sesimbra, em 2011, foi a oportunidade para os sócios concretizarem o projeto de vender gelado de iogurte natural. Nessa altura, Maria Ramadas inscreveu-se numa academia em Itália, onde esteve a aprender a fazer gelados, juntando depois o gelado tradicional ao leque de produtos de iogurte. O verão de 2012 marca o início do negócio propriamente dito, que passados dois anos conduziu à abertura de uma loja em São Pedro de Moel.

O centro de produção e distribuição da Fini localiza-se na Tremoceira e as razões são simples: “Porque surgiu a oportunidade de reativar instalações de família e por ser um ponto central no país, o que é fundamental para garantir uma distribuição de qualidade a nível nacional”, explica a empresária.

Nestes seis anos, a Fini (palavra fácil de dizer em qualquer língua e inspirado no nome de família Fino) cresceu de 15 pontos de venda-piloto, no primeiro ano, sobretudo em Lisboa e na região centro, para 90 pontos no segundo ano e os 130 atuais, em quase todo o país, de Arcos de Valdevez a Évora. Para este ano, o objetivo é ter as arcas da marca em 200 locais distintos.

Ao dispor dos consumidores existem 12 sabores de receitas tradicionais italianas (mais quatro edições especiais sazonais, ditadas pela inspiração e procura). “O nosso top três acompanha a tendência mundial: chocolate, morango e baunilha, com o doce de leite a disputar o terceiro lugar”, explica Maria Ramadas, notando que também há “procura de sabores diferentes, daí as edições limitadas para distinguirem o produto, que acompanham a época do ano, vontades e necessidades dos consumidores”.

A internacionalização está entre os objetivos da empresa, mas a expansão da produção “nunca poderá pôr em causa a qualidade”. “Está sempre presente, porque temos um mercado nacional muito pequeno e muitos clientes estrangeiros, mas temos crescido com investimento próprio e reinvestimento dos lucros. Não sei dizer se será já no próximo ano, mas não está muito longe, se tudo correr bem, mas tem de ter sempre em conta que a qualidade não é perdida”, conclui Maria Ramadas.

Texto publicado na edição de 5 de abril de 2018 do REGIÃO DE LEIRIA

Carlos Ferreira
Jornalista
redacao@regiaodeleiria.pt

Maria Ramadas fundou a Fini com João Fino

Na fruta que usa para os gelados, a marca privilegia  produtores nacionais e regionais

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