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PSP deteve 20 pessoas na zona de Leiria por “falsas encomendas” de calçado na internet

A PSP deteve 20 pessoas, na zona de Leiria, que vendiam calçado de marca falsa na internet, esquema que lesou cerca de 1.400 compradores e permitiu à organização lucros de quatro milhões de euros, anunciou hoje aquela polícia.

Na quarta-feira, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) avançou que os arguidos, na sua maioria marroquinos, estão indiciados dos crimes burla, branqueamento de capitais, corrupção passiva e ativa, falsificação de documentos e associação criminosa.

Segundo a PGDL, os arguidos são hoje ouvidos em primeiro interrogatório judicial.

Em comunicado hoje divulgado, a PSP refere que os 20 detidos, com idades entre os 21 e os 59 anos e organizados entre si, criavam páginas na rede social Facebook para promover e anunciar a venda de calçado de marca, a preço de saldo ou outlet e referiam que se tratava de calçado importado, sendo por isso mais barato que nas lojas das marcas e respetivos representantes.

Contactados pelos ofendidos e concretizado o negócio, os agora detidos enviavam o calçado “sem qualquer marca distintiva e não correspondente ao que se haviam comprometido a vender e que foram pagos”, explica a PSP, adiantando que as encomendas eram expedidas através de apartados dos CTT e levantadas mediante o pagamento.

A Polícia realça que já foram identificados entre 1.300 a 1.400 vítimas, tendo esta organização obtido proveitos que ascendem a cerca de quatro milhões de euros.

Aquela força de segurança explica que na operação, desenvolvida na zona de Leiria, foram feitas 54 buscas domiciliárias e não domiciliárias e em 60 apartados em 15 estações dos CTT com vista a apreensão do material utilizado pelos suspeitos para a prática criminosa.

Segundo a PSP, foram apreendidos mais de 1.600 pares de ténis, 700 encomendas com ténis, 29,6 mil euros, centenas de talões de liquidação e aceitação de encomendas, centenas de ordens de cobrança dos CTT, centenas de vales dos CTT, 200 sacos de remessa, 70 telemóveis, 15 computadores e 15 viaturas, vários extratos bancários.

A PGDL dava conta, na quarta-feira, que tinham sido emitidos 22 mandados de detenção e que, no total, e até ao momento, estão em investigação 134 páginas da internet criadas pelos arguidos.

A operação contou com a presença de cerca de 200 agentes da PSP de Lisboa e Leiria e com a participação de inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Lusa

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