Mais uma etapa e mais um dia de camisola rosa.

O ciclista João Almeida, da equipa Deceuninck-QuickStep, disse hoje que “às vezes a melhor defesa é o ataque”, após uma 16.ª etapa da Volta a Itália em bicicleta na qual reforçou a liderança da geral.

Um ataque na parte final, num dia ganho pelo esloveno Jan Tratnik (Bahrain-McLaren), permitiu-lhe ganhar dois segundos aos rivais na luta pela vitória final, e mesmo que não fosse planeado, revelou no final que achou “que era a melhor tática defensiva”.

“Não acho que esses segundos façam a diferença. Defensivamente, foi a melhor opção. Costumo ser bom nestes finais explosivos, tinha boas pernas e senti-me bem”, atirou.

Na luta pela geral, o atleta natural da A-dos-Francos, concelho de Caldas da Rainha, vai para 14 dias com a camisola rosa no corpo, à frente de dois homens da Sunweb como mais próximos perseguidores, o holandês Wilco Kelderman, em segundo a 17 segundos, e o australiano Jai Hindley, em terceiro a 2m58s.

Essa liderança, que tem paralelo, na equipa belga, com a do francês Julian Alaphilippe na Volta a França de 2019, e um tempo de liderança pouco habitual, no que continua a descrever como “um sonho realizado”.

João Almeida quer guardar a ‘maglia rosa’ o máximo de tempo possível e enfrenta, na quarta-feira, um dia “muito difícil”, de alta montanha e com chegada em alto, mas espera “ter boas pernas” para bater os candidatos, ou pelo menos um em particular.

“Estou preocupado com Kelderman, porque para os outros tenho uma boa margem”, considerou.

Na quarta-feira, a 17ª de 21 etapas liga Bassano del Grappa a Madonna di Campiglio em 203 quilómetros, com três contagens de montanha de primeira categoria, a última delas a coincidir com a meta.

“Vamos ver quão longe posso ir. Estou confiante e a esperar o melhor, mas preparado para o pior”, comentou.

Com Lusa