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Marinha Grande

Plantação do Pinhal do Rei fica concluída até final de 2023

À regeneração natural, que atinge mais de 2.000 hectares do Pinhal, junta-se a intervenção do ICNF, para recuperar esta extensa área florestal, destruída num incêndio em 2017.

A avaliação final será feita na próxima primavera. Três anos depois do incêndio que destruiu 86% da Mata Nacional de Leiria, ainda há zonas do pinhal que estão a recuperar graças à regeneração natural.

Segundo o ministro do Ambiente, a regeneração natural aconteceu em cerca de 2.000 hectares, mas há outras áreas que ainda deixam dúvidas se vão recuperar naturalmente e, por isso, é necessário aguardar até à próxima estação para avaliar a fase seguinte.

“Temos de deixar passar esta primavera para o poder confirmar, mas àqueles que disseram que é tolice esperar pela regeneração natural, não preciso dizer mais nada além daquilo que os senhores viram”, disse o ministro em declarações aos jornalistas.

Na visita que realizou esta quarta-feira ao Pinhal do Rei, João Pedro Matos Fernandes encontrou pinheiros com quase dois metros mas também pequenos rebentos, com poucos meses.

O ministro afirmou que “até ao final desta legislatura” verificar-se-á uma “intervenção em praticamente toda a área de pinhal, seja nos mais de 2.500 hectares” que vão ser plantados, seja nos “ainda dois mil hectares” que se espera que venham a ter “regeneração natural”.

“Há uma coisa que não temos dúvidas: os melhores pinheiros que poderão vir a existir no Pinhal de Leiria são mesmo os que já cá existiam, as sementes de pinheiros que aqui estão. Por isso, devemos fazer mais este ciclo de espera. O ideal é que os pinheiros do futuro sejam filhos dos pinheiros do passado”, reforçou.

O ministro adiantou ainda que a previsão que existe para a conclusão da plantação da mata nacional é “até ao final de 2023”, sendo que atualmente cerca de 1.200 hectares já foram plantados.

Até ao momento, foram investidos cerca de dois milhões de euros no Pinhal e estão previstos mais 4,5 milhões de euros para os próximos três anos. “Agora, muito tempo demorará até que se possa mostrar o bom trabalho. Eu já não serei ministro, de certeza absoluta”, afirmou, em resposta a críticas de que nada tem sido feito.

E acrescentou: “Há uma coisa que é iniludível, é que a silhueta do Pinhal do Rei, de pinheiros [como a conhecíamos] vai demorar muito tempo a ser construída. A natureza tem o seu tempo e ainda que dentro de quatro anos, talvez menos, toda a intervenção esteja feita, facto é que nunca antes de 20 anos, talvez até 30 anos, vamos ter os pinheiros com a desenvoltura, a altura do tronco, a copa a que todos os que aqui vivem e visitam este espaço se habituaram”.

João Pedro Matos Fernandes revelou ainda que a venda do material queimado gerou cerca de 15 milhões de euros de receita, “receita que era esperada em 30 anos e, tristemente, foi conseguida num só ano”.

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