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Batalha

CDS-PP recusa apoiar Raul Castro e avança com listas próprias nas autárquicas

“Foi determinado e votado por unanimidade, não dar apoio a esta lista de independentes”, aponta o líder da concelhia da Batalha do CDS-PP.

A concelhia da Batalha do CDS-PP anunciou, esta noite, que não vai apoiar a candidatura independente de Raul Castro às próximas eleições autárquicas.

Em comunicado, Américo Ribeiro, líder da concelhia, explica que o partido foi abordado por elementos do movimento, mas recusou apoiá-lo. A decisão foi tomada na noite do último sábado.

Deputado do PS na Assembleia da República, e antigo presidente das câmaras da Batalha e de Leiria, Raul Castro é o rosto de um movimento independente que pretende concorrer às próximas eleições autárquicas no concelho da Batalha.

Recorde-se que Raul Castro foi eleito presidente da Câmara da Batalha, em 1989, enquanto independente, nas listas do CDS-PP. Mais tarde conquistou a Câmara de Leiria, nas listas do PS, também como independente.

Agora, no seu movimento independente com que se propõe conquistar a Câmara da Batalha, Raul Castro conta ainda com António Lucas, antigo presidente da Câmara da Batalha (inicialmente eleito pelo CDS-PP, garantindo a reeleição pelo PSD).

De acordo com o comunicado do CDS-PP da Batalha, divulgado esta noite, o vereador do CDS-PP, Horácio Moita Francisco e Américo Ribeiro, reuniram com Raul Castro e António Lucas, “sendo o intuito dessas reuniões, auscultar o CDS”, visando perceber se “estaria disponível para apoiar as suas candidaturas”.

“Foi determinado e votado por unanimidade, não dar apoio a esta lista de independentes, apresentando-se assim, o CDS, como partido responsável e a única oposição ao actual executivo neste mandato, com listas próprias, a todos os órgãos nas próximas eleições autárquicas de 2021”

excerto do comunicado do CDS-PP da Batalha

Os centristas não ficaram convencidos com o cenário de apoio a “uma candidatura totalmente independente, sem siglas de partidos”. Em suma, refere o líder da concelhia, os responsáveis do movimento indepentende, “desejavam apenas o apoio da concelhia do CDS, obrigando por isso apenas que indicássemos alguns nomes para integrar as suas listas de independentes”. Uma situação que implicava que “o CDS não concorresse às próximas eleições autárquicas na Batalha”.

Ainda assim, a proposta foi analisada sábado, em reunião da comissão política concelhia. Os elementos daquele órgão “votaram por unanimidade serem contra os moldes propostos”, revela o comunicado assinado por Américo Ribeiro.

“Foi determinado e votado por unanimidade, não dar apoio a esta lista de independentes, apresentando-se assim, o CDS, como partido responsável e a única oposição ao actual executivo neste mandato, com listas próprias, a todos os órgãos nas próximas eleições autárquicas de 2021”, acrescenta o responsável da concelhia prometendo “oportunamente” revelar quem serão os seus cabeças de lista aos diversos órgãos autárquicos do concelho.

O responsável dos centristas da Batalha lembra que “o CDS, dentro dos seus princípios de coerência, dignidade e seriedade, sempre apresentou no concelho da Batalha, candidaturas com listas próprias”.

A nota enviada às redações pelo CDS-PP da Batalha, revela ainda que há cerca de um ano, António Lucas, ex-presidente da Câmara da Batalha, foi abordado no sentido de se candidatar à presidência pelos centristas.  Na altura, adianta o comunicado, o antigo presidente da câmara invocou razões profissionais e pessoais para não avançar.

No mesmo documento, a concelhia do CDS-PP revela igualmente que “muito posteriormente”, surgiu “também contacto do PSD, com essa abordagem, ao qual, não respondemos”.

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