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Caldas da Rainha

Hotel nos Pavilhões do Parque das Caldas da Rainha concluído até ao verão de 2023

O projeto de reabilitação e requalificação dos Pavilhões do Parque das Caldas da Rainha, aprovado na segunda-feira por unanimidade, prevê a construção de um hotel de cinco estelas, com mais de uma centena de quartos nos edifícios centenários.

A transformação dos Pavilhões do Parque das Caldas da Rainha num hotel de cinco estrelas deverá ficar concluída no verão de 2023, estima a autarquia, que aprovou o projeto, orçado em 15 milhões de euros.

“O projeto foi aprovado na generalidade e já tem quase todos os pareceres favoráveis, o que permite estimar que dentro de um mês, sensivelmente, a empresa possa levantar a licença de construção”, disse ontem, 1 de junho, à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Tinta Ferreira.

O projeto de reabilitação e requalificação dos Pavilhões do Parque das Caldas da Rainha, aprovado na segunda-feira por unanimidade, prevê a construção de um hotel de cinco estelas, com mais de uma centena de quartos, nos edifícios centenários concessionados pela autarquia do distrito de Leiria ao Grupo Visabeira.

O hotel ocupará uma área de 15.500 metros quadrados de construção e contemplará uma ligação entre o Céu de Vidro e a antiga Casa da Cultura, bem como a construção de um edifício multiúsos no local onde em tempos existiu uma sala de cinema.

O contrato de concessão determinava que o projeto teria que ter a aprovação da Direção-Geral do Património Cultural, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e do Turismo de Portugal, entre outras entidades chamadas a pronunciar-se na sequência da aprovação prévia votada pelo executivo em novembro de 2019.

“Falta apenas o parecer da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, mas todo o projeto foi feito com base nos requisitos de segurança discutidos em várias reuniões prévias, pelo que se espera que não venham a existir dificuldades na sua obtenção”, afirmou hoje o autarca.

 A confirmar-se o prazo de cerca de um mês para a atribuição da licença, “a obra poderá arrancar ainda este verão e ficar concluída no prazo de dois anos”, estimando Tinta Ferreira que a transformação dos pavilhões num hotel “seja uma realidade no verão de 2023”.

Denominado Montebelo Bordallo Pinheiro, o hotel representa um investimento de 15 milhões de euros e assentará na ligação às águas termais e à fábrica e museu de Bordallo Pinheiro.

Os Pavilhões do Parque D. Carlos I foram concessionados à sociedade Empreendimentos Turísticos Monte Belo, do Grupo Visabeira, em 2017, determinando o contrato de concessão que o projeto para a requalificação dos imóveis fosse entregue no prazo de um ano e que, após a sua aprovação, a obra arrancasse num prazo de 180 dias.

O contrato estabelecia como data limite para abertura do hotel o dia 02 de dezembro de 2020, prazo que, segundo Tinta Ferreira, “a pandemia [de covid-19] veio impossibilitar, atrasando a obtenção de todos os pareceres”.

Com a aprovação do projeto, a Câmara considera ter agora dado “um passo muito importante” na concretização da obra, que permite a preservação do património centenário, concessionado à empresa por um prazo de 48 anos.

Projetados nos finais do século XIX, por Rodrigo Berquó, para internar aquistas, os Pavilhões do Parque nunca chegaram a cumprir essa função, tendo albergado durante mais de 100 anos um quartel militar, uma esquadra da polícia, escolas e uma biblioteca.

O Hospital Termal, o Parque (onde se integram os Pavilhões) e a Mata das Caldas da Rainha foram, em dezembro de 2015, entregues à Câmara, que se comprometeu a gerir aquele património e a investir, até 2020, 12 milhões de euros na sua recuperação.

Os edifícios foram, em 2016, integrados numa lista de 30 edifícios públicos degradados que o Governo entendeu concessionar a privados, no âmbito do programa “Valorização do Património”.

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