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Cultura

Desenhos do Mosteiro da Batalha inspiram exposição “Vitória”

Os desenhos resultam da residência artística de estudantes da ESAD.CR e estão em exposição no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha até 30 de setembro.

Uma residência artística realizada no Mosteiro da Batalha por cerca de 15 alunos finalistas da Escola Superior de Artes e Design (ESAD), das Caldas da Rainha, resultou em 200 desenhos, dos quais 16 se encontram em exposição no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha.

Desenvolvidos ao longo de uma semana, em julho de 2019, os trabalhos são fruto da tentativa “de auscultar as histórias do processo de construção e ocupação” do Mosteiro da Batalha, “a riqueza da sua ornamentação em trabalhos de cantaria rigorosos e exemplares”, os “grafitos”, “a importância da água, do lagar, da pedra”, entre outros aspetos, segundo sinopse da exposição.

Intitulada “Vitória”, a exposição compreende uma “afirmação do passado, dos motivos para a sua construção, da resistência ao saque das invasões francesas”, procurando sensibilizar para a importância de “conhecer, valorizar e conservar” este património, lê-se na sinopse.

Entre os 16 desenhos, há também retratos do lagar e da paisagem envolvente do município da Batalha, nomeadamente da Pia do Urso e das Grutas da Moeda.

Desenho do professor Marco Correia

Trata-se da segunda exposição destes trabalhos, sendo que a primeira esteve patente no Mosteiro da Batalha, entre 19 de abril e 25 de junho, com a exibição de 64 desenhos.

Segundo Samuel Rama, coordenador do projeto, as duas centenas de desenhos têm o objetivo de “perceber qual a afinidade do monumento com a ideia de desenho” e “a partir desse reconhecimento” proporcionar “visitas mais lentas e mais atentas aos detalhes” do lugar.

Orientada pelo professor Marco Correia, a residência artística surgiu no âmbito de um projeto inscrito no LIDA-Laboratório de Investigação em Design e Artes. E para Joaquim Ruivo, diretor do Mosteiro da Batalha, tratou-se de uma oportunidade “de os jovens artistas poderem olhar demoradamente o monumento, vivenciá-lo e apropriarem-se um pouco dele”.

Dinamizada pela ESAD em colaboração com o Politécnico de Leiria, Mosteiro da Batalha, Direção Geral do Património Cultural, e a Câmara Municipal da Batalha, a exposição está patente no museu até 30 de setembro.

Segue-se novo destino, na biblioteca da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), do Politécnico de Leiria, a partir de 3 de outubro.

Está, ainda, prevista nova residência artística e científica no Mosteiro da Batalha de 6 a 10 de setembro.

Além da participação de alunos da ESAD.CR, o projeto já contou com uma fase exploratória com estudantes do TESP em Ambiente, Património e Turismo Sustentável da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, coordenada pelo professor Fernando Magalhães.

O objetivo futuro é expandir a iniciativa a outras áreas trabalhadas no Politécnico de Leiria, frisa Samuel Rama.

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