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Ansião

Orçamento de Ansião aprovado na Câmara chumba na Assembleia Municipal

O presidente do município admitiu que irá conversar com a oposição para tentar chegar a um consenso

O orçamento do Município de Ansião no valor de 15,5 milhões de euros, aprovado em reunião de executivo, foi chumbado na Assembleia Municipal, confirmou hoje à agência Lusa o presidente da autarquia.

Segundo o presidente do Município de Ansião, António Domingues (PS), o orçamento foi chumbado, segunda-feira, com os votos contra do PSD e do Chega, que juntos têm a maioria na Assembleia Municipal

António Domingues admitiu à Lusa que é a “democracia a funcionar”, mas mostrou-se “indignado” e afirma não ter percebido a razão que levou ao chumbo.

“Não ficámos com a perceção de quais seriam as alternativas para que o orçamento pudesse ser aprovado. Houve um conjunto inócuo de algumas observações retóricas, mas nenhuma apontou um caminho diferente ou evocou algum investimento que fosse necessário para o concelho e que não estivesse plasmado neste documento”, adiantou numa conferência de imprensa.

Para o autarca, “a responsabilidade política” de cada um dos partidos que se candidata “deve ter como grande objetivo o interesse comum, o bem da população e o desenvolvimento do concelho de Ansião”.

“Com este chumbo do orçamento aconteceu precisamente o contrário. Valorizamos a questão político-partidária em detrimento daquilo que são os interesses do município. Em democracia devemos fazer bom uso das maiorias”, acrescentou.

António Domingues adiantou que o orçamento contempla um conjunto de obras financiadas no âmbito do quadro comunitário PT2020 e que irão iniciar a sua execução em 2022.

“Estamos a falar de um investimento de quatro milhões de euros, que tem de ser realizado, caso contrário o município perderá o financiamento. Esses quatro milhões de euros têm de ter cabimento obrigatório no nosso plano plurianual de investimentos”, realçou.

O presidente admitiu que irá conversar com a oposição para tentar chegar a um consenso. Se não houver alteração, a autarquia “terá de governar com base no que foi o orçamento anterior, aprovado para 2021”, que é “inferior ao proposto para 2022”.

“Ronda [orçamento de 2021] os 12 milhões de euros, o que quer dizer que há um conjunto de investimentos para 2022 que não poderão ser realizados. O voto contra é fazer com que o município de Ansião perca um conjunto de investimentos aprovados no âmbito do PT 2020”, acrescentou.

António Domingues afirmou que “não interessa a ninguém não ter o orçamento aprovado com a dimensão do investimento que este tem para o próximo ano”.

“Estaria muito confortável em 2022 se tivesse de continuar a governar a câmara com base em duodécimos e com base no orçamento de 2021, mas quem ficava a perder era a população de Ansião”, reforçou.

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