Apoios do Estado a Imprensa, para que vos quero?
Para defender o pluralismo e a diversidade dos media, especialmente a presença no mundo digital de jornalismo de qualidade e editorialmente certificado e nas necessárias e melhores condições de trabalho para jornalistas e editores.

Apoios do Estado a Imprensa, porque vos quero?
Porque a constituição da República Portuguesa e a Lei de Imprensa determinam que incumbe ao Estado apoiar as empresas jornalísticas e defendê-las em situações económicas difíceis, assegurando a transparência da propriedade e a independência de quaisquer poderes.
Porque o investimento publicitário foi desviado drasticamente nos últimos 5 anos e a venda de publicações periódicas corroeu-se em bits e bytes nos últimos 10 anos e é preciso relançar a acessibilidade aos jornais (em papel ou digital) e sublinhar a importância de formas de comunicação comercial licitas e transparentes para os consumidores do século XXI.

Apoios do Estado a Imprensa em que sectores e atividades dos média?
Na inovação e na formação de jornalistas para o desenvolvimento de novas formas de jornalismo mais vibrantes e adaptadas ao mundo digital,
Na modernização dos processos de impressão, envelopagem, cintagem, e logística da distribuição, tendo em vista a sua maior eficiência ambiental,
Na internacionalização dos conteúdos em língua portuguesa, mais valia da cultura da história e da memória de Portugal.

Apoios do Estado a Imprensa, quem não os quer?
Quem confunde apoios indiretos e aos utilizadores que reclamamos com subvenções a atividade de algumas empresas, como o que se passa na Banca em Portugal.
Quem nunca leu a constituição e considera a Lei de Imprensa fora de moda afirmando que as empresas jornalísticas devem procurar soluções para os males dos seus leitores.
Quem trata as ideologias por cima do ombro e confunde liberalismo com liberalidades e socialismo com sociedades.
E ainda,
Todos aqueles que vem no lado negro da Internet uma oportunidade para oprimir para mentir e para manipular os cidadãos e a sociedade portuguesa.
Todos os que temem a diversidade e o pluralismo da informação jornalística e editada por ser uma defesa contra o totalitarismo o ódio e a diferença.

Apoios do Estado à Imprensa, à Comunicação Social, ao jornalismo, são como o Serviço nacional de Saúde, ou como o ensino público, um direito dos cidadãos e uma esperança para uma democracia mais participativa, mais moderna e mais fortalecida.

Será que o Orçamento de Estado 2020, o Governo e a Assembleia da República compreendem tudo isto?
O Presidente da República já o afirmou e quer defender o jornalismo editado em Portugal.

(Artigo publicado na edição de 23 de janeiro de 2020 do REGIÃO DE LEIRIA)