Os cidadãos naturais de outros países que residem nos municípios do distrito de Leiria e concelho de Ourém são uma importante mais-valia no desenvolvimento económico e social, com presença e reconhecimento em todos os sectores da sociedade.

Da mesma forma que o estado português tem uma preocupação permanente, apesar de insuficiente, com a sua diáspora, é urgente revisitar o acolhimento dos imigrantes, no sentido de dignificar e apoiar a fixação dos estrangeiros que escolhem Portugal para viver e trabalhar.

Portugal sempre foi um país de emigrantes, mas é agora também um destino de imigrantes, um porto seguro escolhido por um número crescente de estrangeiros. Além dos países lusófonos, muitas outras nacionalidades têm vindo a fixar-se nas diversas regiões do país.

Esta presença de muitas nacionalidades tem reflexos em muitos sectores da sociedade, nomeadamente nas escolas dos maiores concelhos da região, onde é frequente encontrar alunos oriundos de mais de uma dezena de países.

A inclusão destes cidadãos deve merecer uma atenção permanente do poder central, bem como das câmaras municipais e das juntas de freguesia. Sem acolhimento digno, os imigrantes ficarão nas mãos de grupos sem escrúpulos e à margem da sociedade.

Da mesma forma que aplaudimos o sucesso e a integração dos nossos emigrantes, temos o dever de tudo fazer para dignificar a vida de quem chega, contribuindo para o desenvolvimento das diversas regiões do país.

Na edição desta semana olhamos para a presença dos imigrantes brasileiros, a maior comunidade de cidadãos estrangeiros no nosso país e na nossa região. Ouvir a sua voz é o primeiro passo para a inclusão que se deseja.