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Novo rumo e nova gestão política para o concelho de Ourém, é o que preconizo para um município que, uma vez mais, tem decaído no ranking, face aos seus congéneres da Alta Estremadura e Médio Tejo.

A ausência de visão estratégica, aliada a uma total falta de ambição, espelham o retrocesso, ditado por uma datada gestão municipal, de cariz self-service e, invariavelmente, como no passado, desprovida de objetivos de longo prazo.

Ourém/Fátima, imagem de marca que, em tempo oportuno, vingou além fronteiras, tem ficado, inexplicavelmente, confinada a espaços restritos e horizontes próximos, demasiadamente, distantes dos que, anteriormente, conhecemos e alcançámos.

Um perfeito desinvestimento em toda uma região, detentora de um potencial inesgotável, que se ressente da inépcia autárquica de um concelho que – por si só – detém a mais preciosa joia da coroa. Lamentavelmente, os atores políticos de Ourém valem o que valem e, os atuais, dão sublinhadas provas de não verem mais longe daquilo que é a mera gestão normal de um outro qualquer município.
Se a prestação, no cômputo regional é o que é, a nível interno o panorama piora, com uma autarquia que se demite das suas responsabilidades mais diretas (o caso do canil municipal é paradigmático).

Ourém, anteriormente denominada “Terra de Novos Horizontes”, transfigurou-se em “Terra de Desesperança”, na qual se poupa por poupar e, mais grave ainda, onde não se deve poupar. Que o diga o sector social que, entre 2009 e 2017, conheceu um incremento notório – por via dos múltiplos apoios municipais às IPSS – instituições que, num estalar de dedos, se viram privadas de quaisquer ajudas, seja para novos projetos, seja para manutenção dos existentes. Um exemplo entre tantos, dado que, com a atual (des)governação camarária, não faltam aspetos dignos de reparo e, quase sempre, pelos piores motivos.

Todavia, há que manter e reforçar a esperança!…

Nesta sequência, presumo que, a partir do próximo dia 1 de fevereiro, poderei ter um papel ainda mais próximo – que nunca foi distante – dos oureenses, na eventualidade de ser confirmado como presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista. Se tal acontecer, teremos por missão melhorar as condições de vida da população, elevando o concelho de Ourém a expoentes de amplitude superior. Temos essa interior missão!

Trata-se, advirto, de uma tarefa árdua, mas gratificante, ainda para mais quando temos pela frente o desafio das Autárquicas 2021 e um novo Quadro Europeu Financeiro Plurianual à porta (2021-2027). Um repto que exige coordenação de esforços, em torno de um projeto ganhador, capaz de congregar vontades e muito trabalho, em prol desta Nossa Terra – com presente, futuro, interveniente, competitiva e, fortemente, solidária.

Avancemos, então, para um novo rumo, delineado e participado por todos.

(Artigo publicado na edição de 23 de janeiro de 2020 do REGIÃO DE LEIRIA)