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Sociedade

Posição do Grupo Soproi sobre centro comercial em Leiria

A SOPROI SGPS, SA, acerca do projecto da Rodoviária e face à polémica trazida a público, por alguns dos senhores vereadores, vem prestar à cidade de Leiria, os seguintes esclarecimentos:

A SOPROI SGPS, SA, Acerca do Projecto da Rodoviária e face à polémica trazida a público, por alguns dos senhores vereadores, vem prestar à cidade de Leiria os seguintes esclarecimentos:

 1 – O PROJECTO ACTUALMENTE APRESENTADO

cumpre escrupulosamente a lei vigente e o art.º 45 do PDM de Leiria. Dizemos mais: O projecto está aquém da volumetria permitida pelo referido diploma, único legalmente em vigor.

2. RELATIVAMENTE A ANTERIORES PROJECTOS APRESENTADOS

nunca a Câmara Municipal deu parecer favorável, uma vez que, a pedido de esclarecimentos da DREC, (Direcção Regional da Economia do Centro) sobre o parecer que proferiu: “A proposta poderá vir a merecer aceitação,  a CML nunca se predispôs para informar e elucidar a DREC, pelo que, a mesma, procedeu ao arquivamento do processo.

Estranha-se portanto que venham agora afirmar, ter a “Câmara dado parecer positivo em Julho de 2008”. Não deu parecer positivo. Se deu, nem o promotor nem a DREC tiveram conhecimento. Mais se estranha que, na altura, NÃO TENHA SIDO RECLAMADA A DISCUSSÃO PÚBLICA DO PROJECTO.

3. O PROJECTO ACTUAL

tem apenas mais um piso do que o projecto entregue em 2007 e não dois como é afirmado. O projecto apresentado em 2007 contemplava 24.000m2 de comércio e serviços e 2.250m2 de habitação. O projecto actual contempla 22.900m2 de comércio e serviços e 9.829m2 de habitação.

4. A CÉRCEA DO PROJECTO ACTUAL

é similar à de todos os outros edifícios construídos na Av. Heróis de Angola, muito abaixo da do Teatro José Lúcio da Silva e, prevista legalmente, no art.º 45 do PDM.

5. O PROMOTOR, DESENHOU O ACESSO AOS PARQUES SUBTERRANEOS

com as dimensões suficientes, para que possam nele entrar e sair toda a espécie de veículos: ligeiros ou pesados. Esta solução, para além de facilitar as cargas e descargas no interior, permite que o trânsito da cidade se venha a efectuar por este espaço, se as entidades competentes assim o entenderem. O promotor não sabe se isto vai ou não acontecer. Apenas e tão só, está a dar essa possibilidade à Cidade que decidirá, a qualquer momento, se quer ou não quer, por aí, fazer passar o trânsito.

6. SOBRE O “TRANSFER” DA RODOVIÁRIA

para outro local, facto que os referidos senhores vereadores expõem como uma mais-valia para o promotor, apenas dizemos o seguinte: A actual rodoviária é propriedade privada. Qualquer um dos leitores pode, se as partes assim o entenderem, negociar e comprar o espaço, no domínio do direito privado. Dono do espaço, o leitor, pode decidir que não entra no edifício, autocarro nenhum. Numa situação destas o que faria a Câmara? Obrigá-lo-ia, à força, a que deixasse entrar e sair autocarros? Com que poderes legais? Todavia, pode a Cidade estar tranquila; ficará com um MODERNO TERMINAL RODOVIÁRIO, sem custos para o município.

7. SOBRE A FIABILIDADE DA CONSTRUÇÃO ABAIXO DO SOLO PARA ESTACIONAMENTOS

estão a querer voltar à discussão gerada à dez anos atrás, sobre o mesmo tema, na altura sobre o parque do edifício “O Paço”. Primeiro, o projecto era chumbado porque a Câmara não queria o parque, depois, era chumbado porque, sem parque, não eram cumpridos os índices legais de estacionamento. Brincou-se durante uma década com o “preso por ter cão, preso por não ter”, brincadeira, certamente divertida para alguns políticos, mas de graves consequências para a economia nacional. Um crime nunca punido.

Sobre as nefastas consequências que a construção em profundidade pode trazer aos edifícios envolventes, têm os políticos inteira razão para estarem preocupados, mesmo muito preocupados. Vamos dizer porquê: Nas três figuras esquemáticos presentes, explicamos a composição Geotécnica e Hidrogeológica da bacia central de Leiria.

A um nível freático bastante alto, e que se prolonga por cerca de 4m de profundidade, segue-se uma outra camada de material duro e compacto com mais de 30m de profundidade.

O SISTEMA CONSTRUTIVO ESTUDADO E ELABORADO POR UM DOS MAIORES ESPECIALISTAS MUNDIAIS será o mesmo que se executou no edifício comercial O Paço e que se explica no esquema 1.º e 2º. Convidamos todos os munícipes a visitarem as diversas caves dos edifícios, nomeadamente as mais profundas. Não existe água. Não entra uma única gota. Pelo que o sistema nem prevê bombagens para expulsar a água de infiltrações através das paredes.

Estamos a falar do método construtivo “PISCINA INVERTIDA” que, mantém os níveis freáticos envolventes 100% estáveis.

O esquema nº 3 mostra-nos o que não se deve fazer: um sistema construtivo tradicional, naturalmente muito mais económico, contudo com problemas acrescidos para as áreas envolventes.

Aqui, a água que atravessa a parede, é captada numa parede falsa e conduzida por caleiras para poços colocados no fundo do edifício, daí expelida por potentes bombas.

A água misturada com sedimentos (areia e terra) sugada anos a fio, na forma de um cone invertido cuja área pode ultrapassar um raio de 100m, vai criando veios subterrâneos que por sua vez vão produzindo locas no subsolo, os quais, podem interferir na área urbana, criando movimentação de terras e de edifícios, e cavidades ao nível do solo capazes de engolir veículos e derrubarem edifícios.

Os únicos parques de estacionamento subterrâneos que não sustentam este conceito de NÃO-SABER-FAZER, são os dos edifícios “O Paço” e “Garagem”.

Todos os outros parques da cidade de Leiria estão construídos pelo método mais simples, razão pela qual, alguns edifícios da zona histórica, cujas fundações estão a pouca profundidade e assentes sobre pranchas de madeira, começaram já a mexer e a afundar.

Tem pois razão os senhores vereadores e munícipes, para estarem muito preocupados.

Mas nunca com as obras da responsabilidade do promotor da Rodoviária, o mesmo do Paço e da Garagem.

Descansem pois senhores políticos. Estão esclarecidos! Aliás já o estavam antes, porque, fomos nós, que lhes ensinámos e demonstrámos o conceito referido: “PISCINA INVERTIDA”. Alertámos antecipadamente para os problemas que poderiam advir de uma deficiente construção em profundidade.

Ficamos satisfeitos por vermos que apreenderam o conceito. Por favor, se não actuaram quando deviam, não misturem agora, a política com o assunto.

O resultado será uma argamassa pouco consistente e ineficaz que, essa sim, é a responsável pelo atraso de Portugal.

Concordamos pois com o grito de revolta de um dos nossos mais respeitados ex-primeiros ministros: Deixem-nos trabalhar!!!”

Grupo Soproi