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Sociedade

Abaixo-assinado pede condições para liderança de Helder Roque

Cerca de 500 profissionais do hospital de Leiria subscreveram um abaixo-assinado no qual pedem à tutela condições para Helder Roque liderar o centro hospitalar Leiria-Pombal.

Cerca de 500 profissionais do hospital de Leiria subscreveram um abaixo-assinado no qual pedem à tutela que dê condições para o presidente do conselho de administração da unidade de saúde liderar o futuro centro hospitalar Leiria-Pombal.

No documento, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, lê-se que os trabalhadores “tomaram conhecimento que o atual presidente do conselho de administração do Hospital de Santo André”, em Leiria, “não tinha aceite a nomeação para presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal”, que deverá entrar em funcionamento a 01 de abril.

Os subscritores consideram que “a não acontecer” será “uma perda irremediável para os doentes, para o hospital e para o Serviço Nacional de Saúde”, pelo que pedem ao Ministério da Saúde para que “sejam tomadas todas as medidas necessárias” para que Hélder Roque “reconsidere a sua posição”.

O abaixo-assinado, iniciado na sexta-feira e que continuou hoje, seguiu-se a um outro pedido, também ao Ministério da Saúde, este formulado pelos diretores de serviço do hospital, após terem conhecimento, na quarta-feira, que Hélder Roque decidira declinar o convite para administrar o novo centro hospitalar.

“O Dr. Hélder Roque disse que tinha sido convidado para o lugar, mas que não tinham sido cumpridas as exigências mínimas que tinha proposto em termos de projeto”, explicou à Lusa a diretora do serviço de gastrenterologia, Helena Vasconcelos.

A médica esclareceu que na sequência deste anúncio foi feito um documento, dirigido à tutela, para que “fossem concedidas as condições” para que o atual presidente do conselho de administração transite para o centro hospitalar.

“Achamos que foi o melhor diretor do hospital e queremos que continue este projeto”, declarou, referindo que até ao momento o Ministério de Saúde ainda não respondeu ao manifesto.

A médica acrescentou que os diretores não pretendem “radicalizar” a posição com eventuais demissões.

“Queremos que o ministério faça os possíveis e os impossíveis para alterar a situação”, sublinhou.

Sobre o abaixo-assinado, Helena Vasconcelos referiu que se tratou de “um movimento espontâneo de outros funcionários”.

A Lusa tentou um esclarecimento da ministra da Saúde sobre esta situação, mas o seu gabinete informou não haver comentários a fazer.

Também Hélder Roque, que está à frente do hospital de Leiria desde 2006, fez saber que não presta declarações sobre o assunto.

A fusão dos hospitais de Leiria e Pombal foi deliberada em Conselho de Ministros em dezembro passado.

Na ocasião, o Governo sustentou que a fusão, que se estendeu a outros hospitais do país, permite reduzir a estrutura orgânica, administrativa e funcional das unidades de saúde envolvidas e introduzir mecanismos “para uma organização integrada e conjunta, que tornam mais eficiente a gestão hospitalar” dos hospitais abrangidos.

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