Assinar
Sociedade

Funcionárias acusam empresa de burla

Uma queixa por burla na Polícia Judiciária e uma outra na Autoridade para as Condições de Trabalho. Foi neste ponto que terminou recentemente a ligação de vários técnicos superiores na área de serviço social com a empresa Instituto Sorriso Maior (ISM), sedeada em Leiria.

Uma queixa por burla na Polícia Judiciária e uma outra na Autoridade para as Condições de Trabalho. Foi neste ponto que terminou recentemente a ligação de vários técnicos superiores na área de serviço social com a empresa Instituto Sorriso Maior (ISM), sedeada em Leiria.

A empresa apresenta-se como estando vocacionada para o serviço de apoio domiciliário a adultos, jovens e idosos dependentes, e formação geriátrica.

Ao REGIÃO DE LEIRIA, as colaboradoras queixam-se de terem pago a formação inicial (250 euros que seriam restituídos em caso de contratação) cobrada pela empresa para atestar da sua capacidade para o desempenho de funções e de não terem sido remuneradas pelo trabalho prestado desde Novembro. Quanto aos cuidados de apoio domiciliário, não tomaram contacto com nenhum cliente da empresa.

Esta dedica-se, essencialmente, a levar a cabo acções de formação pagas pelos candidatos a integrar o ISM que anuncia a perspectiva de abertura de agências em Braga, Porto e Coimbra. As colaboradoras da empresa, acreditando ter encontrado um emprego na sua área de formação, provenientes de locais tão díspares como o norte do país ou o Algarve, lamentam ter virado a vida do avesso para vir residir em Leiria, sem que tenham recebido qualquer remuneração.

Nalguns casos, as ex-colaboradoras da empresa estavam a beneficiar do subsídio de desemprego, ficando agora sem o subsídio e sem a remuneração contratada. “Denunciamos esta situação para que outras pessoas não venham a cometer o mesmo erro que nós”, refere uma das ex-funcionárias.

Marco Cardoso, CEO do ISM, garante que todos os valores em falta serão pagos. As remunerações de Novembro estão em dia e as restantes serão regularizadas num plano de pagamento já indicado às ex-colaboradoras. Uma informação que contrasta com os documentos a que o REGIÃO DE LEIRIA teve acesso e que apontam para o início dos pagamentos faseados em Fevereiro, sem que nenhuma verba tenha sido liquidada.

Marco Cardoso explica que algumas funcionárias se demitiram e outras foram demitidas, por não terem concordado aguardar que a empresa estivesse licenciada para entrar em funcionamento.

Carlos S. Almeida

Apoie o REGIÃO DE LEIRIA

Se chegou até aqui é porque este é um texto que lhe interessa. Por detrás dele há uma equipa e um conjunto de recursos que custam dinheiro e que, para continuarem a existir, precisam da sua ajuda. Gostávamos de lhe explicar como.