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Sociedade

Movimento defende passagem de S. Martinho do Porto para Caldas da Rainha

Um abaixo-assinado reclamando a passagem de S. Martinho do Porto (Alcobaça) para o concelho das Caldas da Rainha está a ser promovido por um movimento cívico.

Um abaixo-assinado reclamando a passagem de S. Martinho do Porto (Alcobaça) para o concelho das Caldas da Rainha está a ser promovido por um movimento cívico que considera a reforma administrativa a “derradeira oportunidade” para a mudança.

“A reforma administrativa é o momento oportuno e a derradeira oportunidade para que a freguesia volte a ser integrada nas Caldas”, disse à Lusa António Costa, do Movimento São Martinho para as Caldas.

O movimento que no último ano vem reclamando a passagem de S. Martinho do Porto do concelho de Alcobaça para o das Caldas da Rainha, tem a circular um abaixo-assinado através do qual pretende angariar “mais de quatro mil assinaturas para entregar na Assembleia da República (AR)”, explica o mesmo responsável.

O documento, a que a Lusa teve acesso, defende que “a atual divisão administrativa, não corresponde aos legítimos direitos, interesses e vivências da população”, a qual, apesar de pertencer ao concelho de Alcobaça, “faz toda a sua vida em íntima e permanente ligação com Caldas da Rainha”.

O movimento considera haver uma “estreita” ligação a Caldas da Rainha em termos de “trabalho, economia, saúde, educação, cultura, desporto e tempos livres”, ao contrário do que acontece com Alcobaça onde os habitantes “só se deslocam por razões e obrigações administrativas”.

A falta de ligação à sede do concelho, poderá ainda acentuar-se, segundo António Costa, “se acabarem com o serviço de passageiros a Linha do Oeste”, já que, “quando terminam os transportes escolares, ficamos sem qualquer transporte público para Alcobaça”.

A “contiguidade territorial” da baia de S. Martinho do Porto com a praia de Salir do Porto (freguesia das Caldas da Rainha) é outros dos argumentos do abaixo-assinado que aponta a “a separação administrativa das duas freguesias” como tendo” prejudicado gravemente o desenvolvimento e a resolução dos problemas comuns, como o desassoreamento e a despoluição, em particular, e o progresso sustentado e sustentável das duas localidades”.

Considerando ainda que a permanência no concelho de Alcobaça “poderá implicar, segundo a atual proposta de organização do território, a perda do estatuto de sede de freguesia e a sua agregação a Alfeizerão”, o movimento pretende ver discutida da AR a mudança para o concelho de Caldas da Rainha, que dizem permitir “novas soluções para a manutenção da autonomia local”.

À pretensão não são alheias criticas à gestão da localidade que o movimento considera ter perdido “importância local e regional”, devido a uma política autárquica de marcada pela ausência de “projetos sustentados e continuados de desenvolvimento, ordenamento e planeamento”.

Para além da recolha de assinaturas o movimento tem vindo a defender a mudança em audiências com vários grupos parlamentares e lançou um hino que está a ser divulgado na internet e rádios da região.

Lusa