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Sociedade

Crise “desorienta” Grupo de Bilderberg, revela Luís Amado

Terão os mais poderosos a solução para a crise mundial? Natural de Porto de Mós, o ex-ministro Luís Amado, esteve na reunião do Grupo de Bilderberg e revela que até aí reina a desorientação.

Luís Amado, ex-ministro dos negócios estrangeiros de José Sócrates, foi um dos três portugueses que no início de junho participaram na reunião do Grupo de Bilderberg, em Virgínia, Estados Unidos da América.

Luís Amado

O agora presidente do BANIF, foi, tal como Jorge Moreira da Silva, vice-presidente do PSD, convidado de Pinto Balsemão para participar na reunião.

Foi em Porto de Mós, sua terra natal, na noite de dia 8, que Luís Amado revelou que até no grupo que alimenta muitas teorias da conspiração e que muitos consideram reunir as personalidades que, de facto, lideram os destinos mundiais, reina a desinspiração quanto à receita para vencer a crise.

“Foi interessante ver que o grupo de Bilderberg, – que é identificado como sendo dos senhores que mandam nos destinos do mundo – de facto não manda nada. Estavam todos desorientados e ninguém sabia o que havia de fazer à vida face à crise”, revelou numa conferência promovida pelo recentemente criado Círculo de Amigos de Porto de Mós.

Num registo descontraído, perante uma plateia composta por muitos amigos de infância, Luís Amado adiantou ainda que da sua participação na reunião saiu uma certeza: “deu para desmistificar rapidamente que o Grupo de Bilderberg é um grupo de personalidades com muito dinheiro e poder, é certo, que estão tão perdidos no deserto como nós”.

Luís Amado exemplificou a inexistência de soluções com o caso espanhol. A perspetiva de um resgate à Espanha causou “ansiedade” no grupo, e “a necessidade de encontrar uma solução para o problema espanhol, não encontrou ecoem nenhuma iniciativa”.

Para Luís Amado, um dos aspetos da atual crise centra-se precisamente no facto “não sabermos quem manda”. A complexidade da vida moderna e dos sistemas de poder, adiantou, “faz com que não tenhamos grande possibilidade de identificar quem pode, de facto, ter a chave para ajudar a resolver a situação”.

(notícia publicada na edição de 15 de junho de 2012)

Carlos S. Almeida
carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

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