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Sociedade

Empresário e inspetores das Finanças sujeitos a caução e apresentações periódicas

O dono de um restaurante e os dois funcionários das Finanças detidos em Leiria por suspeita de corrupção ativa e passiva, respetivamente, saíram ao início da tarde do Tribunal.

O dono de um restaurante e os dois funcionários das Finanças detidos em Leiria por suspeita de corrupção ativa e passiva, respetivamente, saíram ao início da tarde do Tribunal.

Fonte da PJ confirmou ao REGIÃO DE LEIRIA que nenhum dos suspeitos ficou detido em prisão preventiva. Foi entretanto possível apurar que os três indivíduos ficaram sujeitos ao pagamento de um caução de quatro mil euros cada e a apresentações periódicas às autoridades policiais.

Um dos inspetores tributários está ainda proibido do exercício de funções públicas e de se ausentar do concelho. A medida mais gravosa decretada pelo Tribunal de Leiria que começou a ouvir os três arguidos ontem, sexta-feira, à tarde.

Os três homens, com idades entre os 40 e 60 anos, foram detidos na passada quinta-feira na sequência de uma investigação do Departamento  de Investigação Criminal de Leiria da PJ.

Em comunicado, a PJ revelou ter apurado que, ” mediante o recebimento de contrapartida financeira substancial, os referidos funcionários dispunham-se a violar deveres inerentes à respetiva função”.

Segundo o Jornal de Notícias, os três arguidos terão lesado o Estado em milhares de euros. O empresário terá, alegadamente, acordado com os dois inspetores tributários o pagamento de determinados montantes, para que estes, através da manipulação do sistema informático das Finanças, reduzissem o montante das dívidas que tinha para com o fisco. O JN refere ainda que dois funcionários públicos terão arrecadado através deste esquema mais de 10 mil euros, e que as investigações poderão desvendar outros casos.

A Direção Distrital de Finanças escusou-se a prestar quaisquer esclarecimentos, mas  fonte do Ministério adiantou à Lusa que os dois inspetores serão alvo de “processos disciplinares, tendo em conta a gravidade da situação que lhes é imputada”.