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Sociedade

Paula Arnaut sepultada este sábado em Ansião

Paula Arnaut, a cidadã da região encontrada morta em Luanda, Angola, será sepultada este sábado, às 15h30, na Lagarteira, concelho de Ansião, revelou o irmão através da sua página de Facebook.

Paula Arnaut, a cidadã da região encontrada morta em Luanda, Angola, no passado dia 5 de janeiro, será sepultada este sábado, às 15h30, na Lagarteira, concelho de Ansião, revelou o irmão através da sua página de Facebook.

Paula Arnaut começou o ano como manda a tradição angolana: com um passeio de barco ao largo de Luanda. Mas a escolha revelou-se fatal. Um incidente, cujas circunstâncias estão por apurar, roubou-lhe a vida. A família não desiste de saber o que aconteceu no dia 1 de janeiro.

O corpo de Paula – 37 anos, natural de Lagarteira (Ansião) – esteve desaparecido durante três dias a acabou por ser encontrado a 26 milhas da costa. O ex-namorado, que a acompanhava, foi resgatado com vida mas diz não se lembrar do que aconteceu. Contou à família que os dois decidiram dar um mergulho, mas se esqueceram de ancorar o barco e, por isso, teriam de regressar a nado até à margem. Paula não terá aguentado o esforço.

“Queremos apurar a verdade, mas à distância é muito difícil. Chegam-nos informações contraditórias”, conta a Rita Arnaut, prima de Paula. Do ex-namorado de Paula – um homem de 40 anos, proprietário de um bar em Luanda – pouco se sabe. “Ele disse-nos que tinha sido hospitalizado, mas há jornais angolanos que dizem que ele está em casa, sob vigilância”, relata.

A notícia do desaparecimento de Paula apanhou família e amigos de surpresa e gerou uma onda de apoio nas redes sociais. Em Leiria, onde Paula vivia antes de emigrar para Angola, a opinião é unânime. “Era difícil não gostar dela. Era uma pessoa sempre alegre e pronta a ajudar”, descreve o amigo Sérgio Claro.

Paula trabalhou durante alguns anos no comércio da cidade de Leiria. Desde logo, mostrou vocação para a moda e decoração e, em Angola, estava a cumprir um sonho: trabalhava como decoradora no grupo Ecil Lar.

“Ela era uma pessoa recetiva a coisas novas, e decidiu abraçar outros projetos”, conta Carlos Ferreira, gerente da Pull Over e o último patrão de Paula Arnaut em Leiria, que recorda uma funcionária “muito competente”. Paula partiu para a aventura da emigração em 2008, mas acabou por regressar a Portugal algum tempo depois. Agora, tinha retornado a África há menos de um ano.

Em Luanda, os novos patrões de Paula estão a revelar-se uma ajuda preciosa para a família. “Eles também estão muito interessados em apurar a verdade”, conta Rita Arnaut.

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