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Cantinho dos Bichos

Rapidez no socorro é a melhor defesa em casos de envenenamento

Alguns foram abandonados, outros saíram de casa pela primeira vez e ainda há os curiosos. O envenenamento de cães e gatos é frequente e acontece por descuido ou por maldade.

Alguns foram abandonados, outros saíram de casa pela primeira vez e ainda há os curiosos. O final para muitos dos animais que se enquadram nestes critérios nem sempre é o mais feliz. O envenenamento de cães e gatos é frequente e acontece por descuido ou por maldade.

No mês de dezembro, a Associação Protetora dos Animais da Marinha Grande (APAMG) recolheu vários animais vítimas de envenenamento, no concelho e freguesias limítrofes. Contabilizam-se mais de duas dúzias de casos. Não se sabe quais são os motivos pelo qual os animais foram sujeitos a este ato e a dimensão pode ser muito maior. “Quem deixa o veneno para matar os animais, também pode matar seres humanos”, alerta Catarina Contente, da associação.

“O animal pode estar abandonado ou apenas ter saído à rua para ir dar um passeio. Deixar veneno na rua para os cães ingerirem é estupidez natural das pessoas, não há outra justificação”, afirma. Justifica que a APAMG trabalha diariamente para recolher o maior número de animais das ruas e encontrar uma nova família.

Duas histórias recentes tiveram finais diferentes. Num dos casos, um cão, de pelo branco, recolhido em Vieira de Leiria, acabou por falecer no carro de uma voluntária da APAMG. Não conseguiu resistir e chegar a tempo ao veterinário. Quando o encontrou, o animal estava em agonia e “contorcia-se até à exaustão, a vomitar e a afo­gar-se na própria saliva”. O outro episódio teve um final feliz. Depois de dois dias a lutar, a menina que encontra na coluna aqui ao lado, com o número 5, recuperou e foi esterilizada. Recolhida na Maceira, só a prontidão do socorro permitiu salva-la. Tem porte pequeno, é bastante tímida e ainda está um pouco desconfiada. Está para adoção e as voluntárias da APAMG calculam que tenha receio em confiar nas pessoas depois dos maus tratos que sofreu.

Esta é uma história com final feliz, mas a associação calcula que existam muitas outras que não tenham tido o mesmo fim. A prontidão pode ser o caminho para salvar a vida de muitos animais, pelo que o contacto rápido com as autoridades, o veterinário ou associações de proteção poderão ser fulcrais para salvar um animal.

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt 

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